Domingo, Dezembro 06, 2009

Fiu, fiu, fiu!!!


Meeeeengo..., fiu fiu fiu,
Meeeeengo..., fiu fiu fiu,

É o Pet, é o Pet, é o Pet,
É o Pet, é o Pet, é o Pet!

Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!!!

Domingo, Outubro 04, 2009

Pé na lama

Se eu fosse poeta iria derramar adjetivos funestos para relembrar a cena, mas isso me não traria nada além dos clichés. Clichés indigestos e insolúveis num mundo cansado. Não me sentia mais a vontade naquele local. Essa era a única verdade naquele instante. Tudo se passara diante dos meus olhos. Isso mesmo, diante desses meus pobres olhos amarelos. Amarelados seria mais preciso. Amarelados como os copos de uísque que vinha tomando desde o ocorrido. Não estavam mais escorrendo pelas minhas bochechas enrugadas como antes. Agora apenas apresentavam aquelas pequenas bolhas azúis que apareceram no dia em que mergulhei no rio de platina. Enfim, os clichés sempre me agradaram, mas não os quero mais lembrar nos tempos de hoje. Tantas opções, tantos fatos. Quais nunca seriam repetidos? Quais palavras nunca foram ditas, diria aquele veado metido a poeta pós moderno. O pior é que ele tinha razão e não somente nessa frase tola. Tolo, aliás, tinha sido aquele palerma, que Deus o tenha. Porque estava justamente me pedindo um cigarro, aquele pobre diabo? Aliás, repetindo um aliás - adoro essa advérbio- mais uma vez, seria mais honroso assumir que nada havia se passado diante dos meus olhos amarelados. Seria mais honroso assumir as decisões que eu havia tomado no último mês sem tentar culpar terceiros por elas. Seria mais honroso assumir o engano, se é que fora realmente um engano, mas isso não vem ao caso. Seria... Seria... O que seria daquele pobre diabo agora? Seu corpo provavelmente ainda estava quente, sendo levado pelos amigos e lavado pelas lágrimas de uma mulher loira, gorducha e de cabelos cacheados. Lágrimas de raiva. Lagrimas de dor. Lágrimas na chuva. Que chuva! Meus sapatos enlamaçados ainda estavam nos meus pés sujando parte da cama. Não me importo. A caminhada na terra tinha sido cansativa, mas os últimos trinta minutos sob aquela tempestade tinham me refeito. Não posso dizer o mesmo desse sapato enlamaçado ou do rosto do dono da hospedaria deformado pelo chumbo quente. Mas não me culpo. Ele devia estar num dia ruim mesmo para reclamar daquele jeito só porque eu estava derretendo as botas sobre o tapete de merda que sua bisavó havia tecido. A velha já tinha morrido mesmo, que Deus a tenha. Agora foi ele. O mais difícil de tudo vai ser dormir nesse quarto fedendo a lama misturada com sangue. Ainda bem que não precisarei mais do banheiro até amanhã, pois detesto dividir a banheira com defuntos. Não por estarem mortos e frios, mas porque o sangue talhado gruda em baixo da unha dos dedos dos pés e é muito difícil de tirar sem usar aquela escovinha que o velho Chico me deu. Saudades do velho Chico. Será que ainda está naquele fim de mundo? Ele era feliz fodendo as putas daquele lugar... Os forasteiros que o digam. Bela estratégia se fingir de bêbado... Quantos otários caíram na conversa... O cara é um gênio. Só mesmo ele para falar aquela frase. Apesar de que eu ainda acho que veio do pai da Zuleica. Frase boa. O Chico não ia falar isso. Não tinha sensibilidade para notar que o mundo perdeu a inocência. Sensibilidade ele teve foi pros três tiros no olho direito do sogro. No fim valeu a pena e hoje niguém mais põe em dúvida a autoria da frase. Cabra macho. Libertário, libertino, como devia ser todo homem de bem nesse mundo, qualquer pessoa que se preze e queira notoriedade e respeito, como seu falecido sogro - que Deus o tenha. Sempre transgredindo a ordem. Não sou como ele. Nunca quero ser e nunca vou ser, apesar de admirar. Confesso, sinto inveja. Uma inveja boa, sincera, se é que isso é possível. Possível deve ser. Minha madrinha falava que tudo era possível se eu realmente quisesse - que Deus a tenha. Eu sempre quis um autorama. Hoje estou aqui com esses pés enlamaçados e ainda por cima sem a escovinha. Acho que foi fácil chegar e fazer. As consequências que vêm depois é que são difícies, cruéis. Não deviam haver. Eu não tive escolha, não sou responsável pelo que acontece. Quem mandou ele me pedir a merda do cigarro. Vou parar de fumar. Não quero lembrar. A única coisa que me lembro é que o autorama, eu nunca tive. Ele, eu já não sei.

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Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Mera consequência

Seguindo a linha "isso é importante de verdade", bons momentos recheados dos resgates (esses mesmos em pauta tão frequentemente nas últmas publicações dessa parede pixada) vieram mais uma vez por acaso. Talvez não tão por acaso assim. O cartaz já me passava alguma coisa nesse sentido. Não sei explicar direito o porque. Mas me passou.

Filmaço. Se fosse escolher já encerrava o ano com esse. Tema importante abordado de forma simples, despretensiosa. Muita poesia, fotografia e sonoridade. Obra prima.
A história em sí não tem a menor importância. O importante, como na vida, é como as coisas são encaminhadas ao longo dela. O que acontece ou deixa de acontecer, como na vida, é mera consequência. O carinho, as relações humanas, o amor, a atenção, como na vida, é que fazem as coisas valerem. O se meter no que não é chamado, quando com boa intenção, vale. A vontade, vale. O trabalhar, ajudar, vale. O querer acertar, como vale.
O amor pela vida faz toda a diferença. O saber viver faz toda a diferença. Sorrisos valem. A alegria de viver, por mais piegas e cafona que possa parecer para os intelectuais depressivos, vale. E como vale.
Mesmo que nada possa ser mudado, mesmo que tudo se mantenha, mesmo que o destino esteja fatidicamente traçado, o caminho já é o suficiente. O caminho por sí só já faz valer viver. Mesmo que no final seja preciso dizer Goodbye (e quando não é?).

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Welcome to the jungle

"Psychico spies from China, Little girls from Sweden and lots of dreams of silver. In the Edge of the world, The sun may rise. If not at least it settles!

Pay your surgeon to break the spells... First born, hard core, soft porn, Dream of, Dream of...

Marry me girl, be my very own constellation. Be my teenage bride with a baby inside, buy me the final frontier."

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Segunda-feira, Setembro 07, 2009

O Importante (ou Feliz, ou Essências, ou Valor, ou o óbvio: Pés no chão)

Café da manhã posto na mesa, cheiro morno do pão passeia no ar,
calda derrama, roupa manchada, vai ser mais motivo de velha risada,
fala vai fácil e vem da cozinha, há sempre argumentos sem reclamação.
Ordem posta na casa, pés pisando no chão.

Dez dedos ariscos na sala, passeiam pelo violão,
uns poucos acertam o ritmo, outros tantos perdem o tom,
cantigas de campo e boas toadas, cirandas, forró, e um velho baião.
Pouca gente reunida, pés pisando no chão.

Voam os primeiros versos, às vezes esquecidos no porão,
papel apagado e memória curta, fazendo frases sem conexão,
mais risadas, chacotas, piadas, ningém leva pela contramão.
Verde viento. Verdes ramas, pés pisando no chão.

Lá fora orvalho, avós e crianças, calças molhadas, sentadas na grama,
jabotiacaba no pé, amoras na terra, sobram goiabas e algumas pitangas,
se faz o silêncio, olhos abertos, voa o canário, "descobrimos o ladrão".
Sorrisos desconcertados, pés pisando no chão.

Pés pisam no chão, pés simples, firmes.
Pés pisam no chão, levam o filho pra escola.
Pés pisam no chão, caminham pela feira molhada.
Pés pisam no chão, "bom dia camarada".

Pés pisam no chão, fazem o próprio caminho. Andam nas mesmas sandálias. Sandálias velhas. Surradas. Firmes. Previamente experimentadas. Seguindo exemplos, trilhas não necessáriamente faladas. Sandálias que aprenderam o que deve ser ensinado. Certamente escorregaram, porém mais firmes ficaram.

Pés pisam no chão. Pés correm pelo chão. Firmes. Pés pisam no chão.

E as asas se abrem para o infinito da vida.

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Segunda-feira, Agosto 10, 2009

Music, don't stop

Quinta-feira, Agosto 06, 2009

Waiting patiently

"Wait, wait a minute Mr. Postman
Mr. Postman look and see
If there's a letter in your bag for me
I've been waiting a long, long time
(...)
Oh, there must be some word today
(...)
Please, Mr. Postman look and see
If there's a letter, a letter for me
I've been standing here waiting
Mr. Postman, So patiently
For just a card, a little letter
(...)
So many days you've passed me by
Oh, see the tears running in my eyes
You never stop to make me feel better
By leaving me a card or a letter
Oh, Mr. Postman, oh, look and see
There must be something for me
Oh, it's been too long
You've gotta wait a minute, just wait a minute,
Oh, check it and see just one more time for me..."

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Quer saber?

Pois é, tudo que importa é humano. Seja na arte, seja no concreto, seja em um osso. E como tudo que é humano, tudo tende a alguma coisa. Tudo tem um limiar. Um osso não pode ser o limiar da felicidade de ninguém. A importância das coisas tem que ser razoável, têm que estar em uma escala. Tem que ser racional dentro de toda nossa irracionalidade. Minha mente de engenheiro candidato a psicólogo não permite maiores abstrações. São os limites que me foram impostos.

O que fica disso tudo, é que todos somos humanos, todos erramos e o importante no final das contas é saber como viver. É saber viver. Saber, ou tentar. Aprender, se esforçar.

E quando ficamos sem poder fazer nada, sofrendo, angustiados, o que fazer? Quais perguntas podem ficar sem resposta? O que fica sem solução? Quer saber?...

Blog

"Eu acho massa. Qualquer forma de expressão é bem vinda. Eu adoro as paredes da internet... Não são privadas vomitadas... não seja pessimista. São paredes pixadas. Paredes. Coisa de adolescente."

Sábado, Julho 11, 2009

Di-novo

Louisiana


Deep down in Louisiana close the New Orleans
Way back up in the woods among the evergreens
There stood a log cabin made of earth and wood
Where lived a country boy named Johnny B Good
Who never ever learned to read or write so well
But he could play the guitar just like ringin a bell

Go, jonny. Go, go, be good Johnny B. Good!

He used to carry his guitar in a gunny sack
Or sit beneath the tree by the railroad track
Oh an engineer could see him sitting in the shade
Strummin' to the rhythm that the drivers made
People passing by they'd stop and say
Oh my but that little country boy can play

His mother told him some day you will be a man
And you will be the leader of a big old band
Many people coming from miles around
And hear you play your music till the sun goes down
Maybe someday your name gonna be in light
Sayin' Jonny B. Good tonight.

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Memória fotográfica

Sábado, Maio 02, 2009

Filosofia barata

-Pois é. O homem está condenado a ser livre...
-Não se cansa de ficar parafraseando famosos?
-Claro que não. É única forma que ainda encontro de te impressionar.
-Não me vendo tão baratinho não meu querido. Gosto de originalidade. Qualquer um encontra citações de Nietzsche nos sebos.
-Sartre. Foi na Internet.
-Whatever, aposto que você nem sabe soletrar.
-Dáblio, hagá, á, tê...
-Nietzsche... Nietzsche...
-Não sei falar alemão. Me ensina?
-Você sabe que eu não sei... Mas isso comprovou minha teoria!
-Tudo que sei é que nada sei... Mas em tempos de Google soletrar não é vantagem nenhuma...
-Lá vem você de novo com seu conhecimento barato...
-E você com seus cursinhos pseudo-intelectuais do Parque Lage. São metidos, mas tenho que confessar que te acho mais sexy com eles.
-Não tenho essa pretensão.
-Pois é. Mas voltando às vacas frias, porque você fez aquilo então?
-Já te disse! Não pretendia. Sei lá, minha gama de escolhas era muito vasta! Não sabia como me decidir. Fui meio que forçada.
-"Meio que"... Sei... Escuta: É melhor vencermo-nos a nós mesmos do que ao mundo.
-Ridículo! Ser pernóstico não pertencia ao rol dos seus defeitos. Qual livro do Sartre você está lendo? Que saco!
-Obrigado pelo elogio. Palavras bonitas. Pernóstico, rol. Vou olhar na Internet pra ver o que significa. E é Descartes...
-Que seja! Só sei que não foi culpa minha. Foi tudo armação dele!
-Quando um dedo aponta para frente, outros três apontam de volta para trás...
-Essa é de auto ajuda!
-Mas é boa do mesmo jeito.
-...
-...
-É... Dessa vez você tem razão.
-Sempre.
-Convencido! Outra boa pra isso é: O importante não é aquilo que fazem conosco, mas o que nós fazemos com aquilo que fazem conosco. Essa é de Sartre também...
-Excelente! Profundo! Cursinho de existencialismo humanista é?
-Sim.
-Com aquele professor esquisito?
-Pois é. Aquele velinho. Até conversei com ele sobre isso...
-Ele é baitola. O que ele disse?
-Quanto preconceito babaca... Ele falou uma coisa muito legal. Acho ele muito inteligente... Eu jamais conseguiria pensar daquela forma...
-O que ele disse afinal?
-Que eu não devia condenar, pois não tinha maturidade. Mas falou de uma forma bacana.
-É fácil para um jovem, que não teve tempo de fazer o mal, condenar.
-Como assim? Você tava lá? Como você escutou? Tá me seguindo agora é?
-Não querida, não... Foi a Rainha Clitemnestra. As Moscas, primeiro ato, cena quatro.
-Shakespeare?
-Sartre, de novo.
-Desisto, você venceu! Uma cerveja?
-Só tem chopp. Desce dois. Desce mais. Pede uma porção de batata frita!
-Essa eu sei! Evandro Mesquita, Guto, Barreto e Zeca Mendigo. Blitz!

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Mudanças e andanças

Deixar para trás, para o passado. Levar as coisas boas, as experiências e as lembranças. Mas como diz a minha tia, largar algumas coisas para poder pegar novas. Acrescento: interromper ciclos para nos libertarmos de repetições que nos acompanham por toda nossa vida.

Foi bonito ver, no meio de tanto caos, sorrisos brancos renascendo dentro das paredes amarelas.

Quarta-feira, Março 18, 2009

Complexo de Americano

"You wanna be Americano
Americano, Americano
In Paris or Napoli
You wanna be Americano
Americano, Americano
In Japan or Italy

I'd like to spend my cash
I'd like to be first class
I'd like to be on top
And I never gonna stop

I started washing dishes
Now I'm flipping blue chips
I only eat delicious
Always kissing two lips
A true VIP
Tell me what's your price
You wanna sue me?
I will sue you twice!
You can be a movie star in a Cadillac
Who shot the rocket to the moon and back?
Where do you get from the bottom to the top?
And where do you shop nonstop?

I'd like to spend my cash
I'd like to be first class
I'd like to be on top
And I never gonna stop

I'd like to spend my cash
To be first class
I'd like to be on top
I patrol the streets in my AMG Benz
Now come on over, baby
Listen, I set the trends
I got a lot of shares
I multiply my money
I'm asking you who cares
My life is full of money
You can be a movie star in a Cadillac
Who shot the rocket to the moon and back?
Where do you get from the bottom to the top?
And where do you shop nonstop?"

Segunda-feira, Março 02, 2009

De bar em bar

"Viver na mesa do bar não é a felicidade de ninguém. Felicidade é criar, construir sua vida, com muito trabalho, gostando do que se faz mesmo que se passem por momentos ruins, para que se colham coisas boas."

Vai na fé tio!

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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Peixe e barro

Calor, carnaval. Rapaziada chegando, panela esquentando. Panela preta. De barro. Regada com azeite doce. Primeiro as cebolas, depois os tomates bem maduros, depois o pimentão, tudo em rodelas. Só então as postas pousam sobre o forro. Antes, haviam sido banhadas no limão. Limão devidamente descartado, substituído pela pasta alho, sal e pimenta. Uma hora descansando. Voltando à panela, após as postas, outra camada de rodelas. Alguns pedaços de alho cortado grosso. Um pouco de coloral pra dar mais colorido. Um pouco de coentro picado. Quando começa a borbulhar, agora sim, pode ser misturado o leite de coco e o azeite de dendê. Quase no final, mais coentro, salsa e cebolinha. Pra acompanhar, arroz branco, farofa de dendê e pirão, feito da cabeça, louro, alho, cebola, e umas outras ervas que tinham no armário.

A simplicidade é um dos melhores temperos. Fica ruim não... O silêncio não deixa enganar...

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Segunda-feira, Dezembro 22, 2008

Fim de ano é sempre assim... mas as vezes eh mais assim do que sempre...

Pois é... mais um ano de blog... Quase parei de escrever (para alívio de quem quer que se atreva a ler, que aqui no caso acho que sou só eu mesmo) porém me esforcei e não desisti...

Mas o blog tem se prestado ao que se propunha: uma grande privada toda vomitada...

E isso tudo que eu estou escrevendo agora é apenas para não deixar passar em branco, porque de branco já passo eu na virada do ano, na melhor das festas, no mais marcante feriado do ano, todo ano. No fundo no fundo, tá mesmo sendo é difícil de escrever qualquer coisa mais interessante do que isso, porque não estou "introspectivo" nem bêbado.

Portanto, feliz ano novo, que o ano que vem não sirva apenas para reafirmar a incapacidade individual de realização de ideais de cada um de nós. (tá parecendo uma reza... mas reza só vale depois de tomar muito uísque e champanhe na beira do mar na virada do dia 31).

E um brinde!

É Natal.

Natal chega. Época forte, pelo menos pra galera aqui de casa. Forte, marcante, um misto de triste e feliz, com alta dose de melancolia. Mas no fundo é um sentimento bom. Notícias tristes. É bem verdade. Costumam vir por agora. Mas sempre têm vindo com alta dose de humanidade.

Alta dose de afeto, de carinho, de amor à vida. Vida simples, mas reta. Vida calma, discreta. Vida vivida, dividida. Preste atenção: vida rica.

Vida de quem tem amor por viver, da sabedoria simples que tanto tem feito falta ao mundo nesses tempos modernos. Tão pouco contato, e tanta identificação. Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Ainda bem.

Tudo tem um valor infinito, incomparável. O colchão, para a amiga. A caneca para a fiel escudeira. A prima vai ficar com a mesa da sala. Tudo anotado no pedacinho de papel. Impossível conter o choro. Tudo celebrado. Pronta para partir, apesar de toda a dor. Acho que vai ser bom. Vai ser bom o descanso, melhor ainda o reencontro.

Não tenho dúvidas. Melhor não ter, mas nem sempre dá pra reprimir orvalhos de insegurança.

Domingo, Dezembro 14, 2008

Percepção alterada

Ar fresco. É controverso, incoerente, mas era o que eu precisava naquele momento. Sentia minha mão ainda trêmula e ávida por tocar a textura macia do papel. Não tive escolha. Tenho que me convencer disso mesmo sabendo que não era a verdade. Sempre temos escolhas. Sempre podemos decidir. Sem fogo, olhei para aquela senhora que estava ali, sentada. Ainda não tinha recuperado minha habilidade para proferir qualquer sinal sonoro. Ela me pareceu extremamente familiar, apesar de eu não ter sido capaz de distinguir suas feições. A troca de olhares foi suficiente para ela. Rapidamente estendeu a mão já com a chama que eu queria. Não agradeci. Mesmo não querendo, eu não podia.

Uma mão se aquecia no bolso e a outra se prendia ao filtro do cigarro. A fumaça agora serpenteava suave pelo ar límpido daquela noite. O inconveniente era o cheiro. Eu deveria saber. Minha mão não se livrara tão ilesa quanto pensei. Era inevitável. Ao aproximar a mão do rosto em cada tragada, mesmo que rápida, o odor característico me remetia àquele momento. Em seguida, para me confortar, o sabor cremoso do tabaco invadia meus pensamentos. Precisava me livrar deles. Olhava o céu entre os prédios, me concentrando para esquecer.

O vento gelado surrava minha pele. Não era normal para o mês de Dezembro sob o Trópico de Capricórnio. Minha mão esquerda não saía de dentro do bolso morno. O casaco surrado era de estimação. Meu pai estava vestindo quando entraram lá na fazenda e, segundo ele, trouxe sorte. Nunca acreditei muito em sorte, mas fato é que nunca foram muito comuns as visitas de João, o matador amigo da família. Talvez no ponto de vista do capataz o casaco tenha trazido azar. Mas é assim mesmo, regra da vida: uns com tanto, outros com tão pouco. Frase dita por ele mesmo enquanto o resto do seu sangue vazava pelo ralo da cozinha. Quem sou eu pra desdizer defunto. Ainda mais defunto de matador. Lembro que ele morreu com um sorriso no rosto por ter salvado a pele do velho. Tudo bem que João nunca soube da gravidez da filha do coronel, mas isso é outra história. Meu pai, aliás, não foi testemunha da cena. Demoramos quase 3 horas para encontrá-lo tremendo e rezando, agachado no fundo da caixa de esgoto. Talvez seja por isso que esse casaco ainda tenha esse cheiro de merda. Memórias a parte, sempre gostei do ar fresco, desde a infância, apesar de não me lembrar muito dela. Principalmente nas noites frias como aquela o ar gelado faz tudo parar. Tudo endurece, exceto o sangue que corre mais fluido. Quando o ar está frio, as estrelas ficam mais nítidas, mais brilhantes. Naquele momento estavam tão brilhantes que mesmo ao fechar os olhos para pensar no que havia se passado elas continuavam marcando a minha retina. Já não sabia ao certo se eram realmente as estrelas ou se era ainda aquele momento fatídico que insistia em se manter vivo em meus olhos. Tudo que sei é que as marcas na retina ainda me acompanhariam por muitos anos. Entre os telhados, esgueirava minha visão a procura de vestígios de lua. Seu branco pálido escorria pelo negro do céu, mas não chegava a se derramar na minha pupila. Talvez fosse o que eu precisava para poder apagar tudo com um clarão, com a famosa cegueira branca que assolava o país. Mas de nada adiantava. Só haviam se passado alguns minutos e o relógio ainda insistia em não girar. Os minutos seguintes sempre são assim. Pena que só me dei conta disso muitos anos mais tarde, no dia em que tive que me deparar com o gordinho da Farani. Minha ansiedade aumentava, principalmente quando percebi que aquele era o último cigarro do meu maço. Naquela vizinhança decrépita não seria simples encontrar algum vendedor de outro pacote de felicidade. Daquela vez eu não poderia simplesmente pagar para apaziguar minha tensão, transformando-na em vapores fúteis para se dissiparem na atmosfera.

Apesar de não esperar que ocorresse tão prontamente, não cheguei a me surpreender com o tapa no ombro. Era inevitável. Mesmo que tivesse me surpreendido, negaria. Não pega bem. Mas o inegável é que nessas ocasiões o tempo, que já fluía lento, parece parar. Uma profusão de impulsos passaram pelo meu sistema nervoso periférico. Meus pelos se arrepiaram. Respiração se alterou. Temperatura corporal aumentou, me fazendo sentir um calafrio. Dava pra sentir a adrenalina viscosa se lançar por minhas artérias. Como é bom se sentir vivo. Acho que esse é o meu vício. Com o hormônio atuando eu era Deus. Percepção alterada. Foi fácil escutar a respiração do meu interlocutor. Dei mais uma tragada e me virei sem tirar o cigarro da boca, dissimulando as proporções que o evento assumira em minha mente. O sujeito estava com um casaco preto, ou alguma cor escura. Não me perguntem sobre cabelo, olhos, cor da pele ou outro traço que não seu bigode amarelado. Melhor assim. A nicotina estava entranhada nos pelos da sua boca e dada a posição e intensidade da mancha não foi difícil deduzir que o sujeito era canhoto, apesar de ter me abordado com a mão direita. A luva grossa que cobria sua mão esquerda quase não aparecia graças à manga casaco, longa demais. O que ele empunhava? Impossível saber. Ele falou qualquer coisa. Não me preocupei em tentar entender. Para ser sincero, já não importava. Eu só conseguia perceber os eventos que queria. Não tirei a mão de dentro do bolso, Percepção alterada, sem dúvidas. Brilho forte, como três relâmpagos seguidos, secos. Silêncio profundo.

Procurei conforto nos olhos da senhora do isqueiro, mas tudo que eu conseguia ver era o céu estrelado. Fiquei assim por um tempo. Enfim consegui fazer uma respiração profunda, que veio com muita fumaça. O cigarro ainda estava entre meus lábios, ligeramente amassado, mas aceso. Sempre. Sentia um calor irradiando. Algo asqueroso escorria por cima de mim. Comecei a sentir os rostos se aproximarem num círculo em volta do circo. As feições estavam paralizadas. Enfim reconheci minha única amiga. Íntima, apesar de desconhecida. A senhora estava pálida. Seu isqueiro, no chão. Cuspi o cigarro. Puxei o ar e fiz força para me desvencilhar daquele corpo caído por cima de mim. Sentei-me. Avaliei o estrago no meu casaco. Dessa vez não teria como remendar novamente o bolso. Bati a terra e me levantei. Vi o maço ainda cheio no chão. Um cigarro estava para fora, provavelmente para que eu acendesse. Consegui demonstrar tranquilidade quando abaixei-me para pegá-lo aos pés do homem de bigode que ainda estava de bruços. Aproximei-me da senhora. Abaixei-me novamente, dessa vez para pegar o isqueiro. Era amarelo, desses baratos que se compra em qualquer banca de jornal ou em botequins de terceira categoria. Devolvi em suas mãos sem fitá-la diretamente nos olhos. Naquela época eu ainda guardava esses traços de pudor. Somente nessa hora ela notou que eu tremia. Sem querer ela tornara-se minha cúmplice. Dessa vez não acendi, mas agradeci. Avancei pelas sombras mesmo sabendo do clichê. Não olhei para trás.

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Sábado, Dezembro 13, 2008

Sonhar não custa nada ou 'Le Monde Fabuleux' (Les temps sont durs pour les rêveurs..)

"A vida é estranha. Quando você é uma criança, o tempo demora de passar, e então um dia, ele passa e a sua infância toda cabe em uma caixinha enferrujada. (...). Vou visitá-la antes que eu mesmo acabe dentro de uma caixinha."

"Eu não gosto quando nos filmes americanos os motoristas não prestam atenção na estrada."

"- Ela está apaixonada
-Eu nem a conheço!
-Oh, você a conhece.
-Desde quando?
-Desde sempre. Em seus sonhos."

"-Ela gosta de estratagemas, não?
-Sim.
-Ela é um tanto covarde. Por isso que eu tenho dificuldades de desvendar seu olhar."

Sonhar não custa. Encontrar a realidade, como custa. Poesia, alegria, tristeza, bom humor e muita sensibilidade. Tudo isso com um cenário espetacular. Filmaço. Não tem como não gostar.

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Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Mexidão (ou Vinho e Polvo)

O prato combinou combinou com o astral. Ingredientes diferentes. Pouco espaço. Levemente apimentado. Tudo misturado... Mas ainda cabia muito mais... Como varia muito, não tem certo ou errado...

Carnes:

-Frango a passarinho ou coelho (cuidado pra não comprar temperado, que estraga tudo!) - 0.5 Kg,
- Lombinho (da próxima vez eu ponho a tal da Costeleta de porco, como haviam me sugerido... deve ficar mais macio) - 0,5 Kg,
- Camarão médio - 1,5 Kg e grande (um pra cada pessoa)
- Polvo - 1,5 Kg
- Lula - 0,75 Kg,
- Lagosta (opcional),
- Vongoli ou mexilhão (cada vez mais difícil, só presta o congelado e mesmo assim cheire...) - 0,5 Kg,
- Peixe de carne firme (opcional, usei corvina de aprox 1 Kg e recortei o filé),
- Toucinho/Bacon (pouco)

Verdes:

- Pimentão vermelho, amarelo e verde,
- Vagem macarrão - 0,5 Kg,
- Ervilha (1 saco de caroço congelado),
- Alcachofra (usei 3, o coração e as folhas raspadas. Deixou gosto forte).
- Ovo cozido,
- Cebola normal e roxa - 4,
- Alho - uns 2 1/2,
- Tomate (opcional, uns 6 picados),
- Arroz, claro...(uma colher para cada convidado, mais uma sobrinha (uns 15%). Não pode ter muito arroz porque se não parece que está se economizando nos frutos do mar.

As carnes de porco e frango, o polvo, a lula, os camarões, temperados com alho e sal, limão, pimenta do reino.

Dizem que faz toda a diferença a ordem de refogar as carnes... que tem que tomar cuidado na manipulação, que exige muito cuidado... Não fiz nada disso e todos (repito, todos) repetiram pelo menos dois pratos cheios. Como um amigo falou, trata-se de um prato "rústico", seja lá o que isso queira dizer. Acho que quer dizer que não importa muito as frescuras, ele sempre ficará bom...

Passa as carnes antes no óleo para dourar, junto com o toucinho. Pode ser cada ingrediente por sua vez ou juntando alguns, deixando dourar com cuidado para não queimar a panela, pois o ideal é depois preparar a Paella na mesma panela onde refogou os ingredientes. Depois na mesma panela refoga as vagens, a cebola o alho. O pimentão você queima a casca antes ate ficar preta e raspa fora, a moda dos espanhóis. A alcachofra (coração da) frita à milanesa para não ficar preta. Depois de tudo refogado, retira da panela e separa. O macete para refogar é tentar agrupar as carnes por firmeza/tempo de cozimento.

O polvo, tem que ser cozido antes de refogar. Aliás o polvo é um capitulo a parte. Deve ser comprado inteiro sem cortar. Isso é importantíssimo! Lave bem (sempre tem areia). Cozinhe inteiro com uma cebola média. Quando a cebola estiver macia ao garfo, o polvo está pronto. Se cozinhar de menos ou de mais emborracha. Retire, espere esfriar e corte em pedaços grandes.
Depois refogue como disse acima. Polvo bom costuma ter na barraca do Jorge, na feira da Paulo Barreto. Ele é que me explicou que não se pode cortar o polvo antes.

Refoga então o arroz da forma normal, com azeite do bom e cebola. Antes, o arroz foi bastante lavado, até a água sair transparente, e bem escorrido.

Em seguida, vai colocando os ingredientes já refogados um a um. Coloca a água (bastante, o ideal e que não fique seco como um arroz comum, e sim com um pouco de caldo). Essa água foi na verdade o caldo de peixe (cabeça do peixe e cascas do camarão fervidos) junto com o caldo do polvo e com o açafrão (uns 6 pacotinhos). O caldo entra já fervente. Dosa o sal. Arruma os camarões grandes, com tiras dos pimentões vermelhos e rodelas (metades) de ovo cozido) na panela. Salsa e cebolinha picadas. Joga mais azeite por cima. Ah...algumas azeitonas das boas. Tampa e deixa cozinhar em fogo baixo.

Tem que ir provando. Deve tampar mas, deixando uma beira para escapar vapor e não derramar no fogão. Se secar é porque o cozinheiro não entende de Paella, como no meu caso. Bote mais caldo fervente. O arroz e a penultima coisa. A ultima claro, é a agua. Antes ponha todos os ingredientes

Desse jeito aí comeram bem, repetindo, umas 17 pessoas. Só teve uma salada acompanhando, além, é calro, do vinho branco com queijo. O macete de deixar todo mundo com fome antes funcionou de novo...

E cada vez mais me convenço que quem não está ajudando, não pode ver a preparação. O polvo mesmo, coitado, arrancou infinitas caras de nojo quando ainda estava fresco. Depois de cozido, porém... Foi devorado em questão de segundos.

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Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Ego (ou Para onde vamos? ou Até quando?)

Assista em Portugês e se preferir, o original em inglês em: http://www.storyofstuff.com/.

É um pouco longo, mas é indispensável.

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Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Doutor?

-Vai de chope também?
-Sim. Manda dois patrão.
-Ainda bem que dá pra beber tomando essa parada aí.
-Pois é...
-Tá se sentindo melhor?
-Tô... fico um pouco mais ansioso, mas acho que é normal.
-Sei.
-Mas é fraquinho né não? O médico disse que é remedio pra criança, sabia?
-É um remédio antigo. Era muito usado com crianças, mas hoje o panorama no TDAH mudou muito. Dispor de um remédio como a Ritalina é um avanço inegável. Mas o "sossega leão" tem um lado perverso: o dos excessos. Os pais tão acusando as escolas de rotular suas crianças de hiperativas indiscriminadamente, antes mesmo de obter um diagnóstico médico. Pais impacientes andam utilizando também o diagnóstico de hiperatividade como desculpa para entupir seus filhos de remédio e mantê-los, dessa forma, sossegados. Tanto é assim que o medicamento foi batizado de "droga da obediência".
-Obediência? Sinistro... Vê uma porção de pastel de camarão aí meu camarada? Tu come camarão, não come?
-Sabe como age?
-Sei que é no cérebro. Deixa mais ligadão... Nunca mais esqueci o frango no forno ligado e saí pra trabalhar depois...
-Ela atua no lobo frontal.
-É pra quem é agitado né? Dizem que tem neguinho aí moendo pra cheirar... Deve dar mó onda.
-É indicado pra quem tem TDAH. Neurônios noradrenérgicos localizados no córtex pré-frontal estimulariam esta região a processar estímulos relevantes, inibir estímulos irrelevantes e restringir o comportamento hiperativo. Logo, sua disfunção traria dificuldades de atenção e a droga atua justamente equilibrando isso. Seu mecanismo de ação é o estímulo de receptores alfa e beta-adrenérgicos diretamente, ou a liberação de dopamina e noradrenalina dos terminais sinápticos, indiretamente.
-Pô, depois de todos esses anos ainda não sabia que tu era médico.
-Não. É que eu também também uso.

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

Vai com Deus (ou "The Winners Loses)

-Baixa, baixa!
-Claro, calma...
-Calma o caralho! Vou estorar seus miolos praybói feladaputa!
-Oquei. O que você quer? Quer o carro?
-Não feladaputa. Dá o dinheiro! Todo!
-Toma, leva a carteira...
-Carteira de cú é rola! Só quero o papel praybói!
-Claro, toma. Tem bastante.
-Todo! Todo! Tá surdo feladaputa???
-Já lhe entreguei tudo que tenho, agora deixa eu ir...
-Ir é o caralho! Quero seu telefone!

Mente pensando: Telefone... 2426-7127? Pra que ele quer meu número? Será que ele vai lembrar de mim no dia seguinte? Aiiii... tomara que lembre....

-Vai logo praybói...

Mente pensando: Give me your money or give me your life! You better empty your pockets because ya, ya don't live twice. Nos momentos de tensão normalmente nos lembramos de nossa juventude.

-Ah claro, aqui está meu celular...

Momento de tensão. Talvez meu aparelho esteja "demodê"... Foda-se... seja o que Deus quiser...

-Obrigado irmão. Vai com Deus...
- ...?
- ...

Minutos depois na delegacia, a menos de 500 m.

-Melhor deixar pra lá... As coisas vão e vêm... a vida é uma só... mas não esquenta que eu vou passar um rádio para deixar as viaturas cientes do elemento atuante na região...
- ...!

Quais as nossas responsabildades perante a vida? Em todos os sentidos? A nossa e a dos outros? Todos os outros?

Vista Maravilhosa

- Então é isso?
- Lê direito aí no guia porra...
- Parece que é. Diz que o bar oferece vista panorâmica dessa privilegiada cidade.
- ...
- ...
- Mas diz mesmo aí que a vista é maravilhosa?
- Talvez depois de uns três 'pints'...
- Então bora começar!
- Sabe o que é pior?
- Vou pedir. Tu vai querer também?
- É que deve chegar um monte de brasileiro aqui...
- Quer ou não? Responde ô porra...
- Até carioca mesmo, que tem a vista lá do Corcovado todo dia, e lê no guia e por causa disso sai espalhando que a vista é maravilhosa mesmo...
- Podescrer... Se bobear nego até escreve isso no jornal...
- É... Acho que isso que nego chama de complexo de inferioridade!

Quarta-feira, Agosto 27, 2008

No hay frontera

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Cru

Pois é...

O Arroz é simples.
Porque nunca acertamos as proporções?

Da próxima vez vou encomendar na vendinha.

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Domingo, Julho 27, 2008

Avisa a Zel (ou coisa de gente)

Pois é.
Cara de gente.

Já chegou assim.
Cheio de pose,
com cara de gente.
E chegou bem,
resgatando um monte de coisas importantes.

É o primeiro,
não tem cara de joelho.
Nasceu diferente,
tem cara de gente.

Cara de gente é assim:
O pai, tem pose de filho.
O avô, tem pose de tio.
O tio, tem pose de irmão.
A prima, a cara da avó.

Dois, além do irmão,
"Ser criança é muito bom."

Orgulho.
Felicidade.
Coisa de gente.
Gente grande.

(no dia seguinte, a moça avisou que esse dia 25 era o dia fora do calendário. Dia da criatividade. Abençoado.)

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How Bizarre

Mondo Bizarro Pois é. Bizarro mesmo.

Pode ser puro preconceito, em seu sentido mais puro e menos pejorativo. Mas será um preconceito generalizado. Decadência genaralizada. Cabelos loiros? Sim. Amarelo é loiro. Ideiais importados. Sim. Mesmo para as peles enegrecidas. Tudo sustentando pelo trinômio: Cigarro, bebida e imagem. Se bem que os dois primeiros estão presentes para flexibilizar a percepção do terceiro. Enfim, estão aí pra venda. Alguns detalhes (importantes) não importam. O que faz a gente ser feliz de verdade, não importa. O que faz a gente ser autêntico então, está longe.

Quero voltar. Quero ir para Cabo Frio andar de bicicleta nas ruas de terra. Como é bom ser criança.

Nozes e úisque (ou Tudo que é bom tem pão de ló)

Todo bolo gostoso tem como base o pão de ló. Tenha certeza. A receita básica é assim:

"Cada camada leva 8 ovos, 8 colheres de farinha peneirada, 8 colheres de acucar peneirado. Bate as claras en neve, depois junta aos poucos as gemas e o acucar, mexendo com colher de pau. Para de bater e adiciona a farinha com uma peneira, mexendo com a colher de pau. Assar em taboleiro untado e polvilhado (bem)."

O bolo de nozes de Tia Angeliete não podia ser muito difetente, ainda mais que ela disse que era "facíllimo". Só troca a farinha por nozes e farinha de rosca:

"6 ovos batidos em neve, separadamente as claras, depois as gemas, depois 259 g de açúcar peneirado, 300 g de nozes batidas no liquidificador e por último 1 colher de sopa de farinha de rosca". Eu usei 3 colheres de sopa de farinha de rosca e como achei que faltava uma cachacinha que combinasse com nozes, usei úisque. As dicas de um site me influenciaram na quantidade de farinha e no uso da cachaça...

Fiz a massa em duas fornadas. Assim recheei com geléia de damasco. Da próxima vez eu mesmo vou fazer a geléia, menos doce e mais azeda, pra quebrar com a quantidade cavalar de açúcar... Enfim, como a geléia ja tava pronta, eu espremi meio limão junto com o doce de damasco... Ficou bom...

A cobertura é com baba de moça. Não recomendo... Melhor comprar pronta, basicamente poruqe o tal de ponto de fio é um mistério pra qualquer ser humano normal. Na primeira tentiva cheguei ao ponto de areia... Não me fiz de rogado e acrescentei água pra salvar a gororoba... Deu certo, não fosse o excesso de calor na mistura com as gemas, que fez o molho talhar...

Então vamos seguindo a receita de Tia Angeliete, juntando os cravos sugeridos no site:

Baba de moça:
-6 gemas,
-1 vidro de leite de côco,
-500 g de açúcar (eu achei muito doce. Na próxima faço com menos,
-1 xícara de água e
-4 cravos.

Põe açúcar com água e cravos no fogo. Quando tiver em ponto de fio, ou seja, começando a fazer calda rala, desliga e tira os cravos. Deixa amornar, e então mistura as gemas devidamente peneiradas e batidas com garfo junto com o leite de côco. Esquenta de novo sem deixar ferver, só pra engrossar um pouco. Se ferver, vai talhar e fica feio. Espalha por cima da torta ja montada e recheada.

Fica ruim não...

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Domingo, Junho 15, 2008

Consequentemente

"Em conseqüência, quando uma porta se fecha, infinitas outras se abrem. É a possibilidade da mudança e do crescimento. Nietzsche já dizia que aquilo que não nos mata nos fortalece."

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Quarta-feira, Junho 04, 2008

Sem sentido (ou "Take it easy my brother Charles" ou Otimismo ou ainda Merda lapidada - talvez o melhor...)

Tranquilize-se.

Não ficarei mais magoado. Estou envolto cascas. Minhas próprias cascas. Duras. Repletas de espinhos. Ásperas, maltratadas pelo tempo. Não há mais brisa, não há mais frio.

Não somente cascas me protegem. A acidez amarga do meu fígado não se esconde mais. A saliva grossa garante sempre o mesmo paladar: insosso. Não sinto mais o gosto das fortes pimentas ou das perfumadas especiarias.

Todo esse bloqueio seria inócuo, não fosse esse muco espesso que escorre do meu nariz. Não sinto mais poeira, pólen ou sentimento. As rosas não perfumam mais meu quarto, "apenas exalam".

Não espero um eco seu! Não quero escutar. A cera densa dos meus ouvidos bloqueiam o frescor do ar. Nada penetra em minha mente. Críticas, resmungos, Bach. Nada!

Minha visão, cansada. Distorcida e pálida. As remelas em meus olhos me protegem e os poemas, não me arrisco mais a ler-lhes. As cores do mar, mal consigo ver.

Mesmo que tirasse os óculos para enxergar, asseguro-lhe que nada mais iria me impressionar. Nada novo iria ver. Muitas lágrimas já derramei. Muito choro já escutei. Muito frio e fome já passei. Muita poeira já cheirei. Muito amargo já provei. Não quero me impressionar.

Não quero mais.
É amigo. Não posso mais.

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Sexta-feira, Maio 30, 2008

Arequipa, Arequipa. Sale a Areqipa (ou "De olhos fechados pra vida real")

Cidade cinzenta. Cheiro azedo. Sol quente. Ar frio, frio e seco, o que fazia a poeira se diluir no vazio para pousar nas vias respiratórias dos dos transeuntes. Não dava para chamar aquilo de terminal rodoviário. Havia ônibus, mas era somente isso. As lojinhas de cada empresa se acumulavam naquele ponto da cidade sem ter nenhum motivo aparente para isso. Talvez estivessemos próximos da estrada, mas o nosso nervosismo daquele momento não nos permitia prestar atenção nesses detalhes sem importância. O que era importante naquela hora eram nossas malas e o motorista de taxi. Não dava mais pra confiar em ninguém. Já haviamos sido engabelados por demais. Aliás, engabelar era uma das palavras mais repetidas por nós no fim da viagem. O motorista parecia honesto. Estava procurando apenas nos ajudar. Suas expressões faciais nos permitiu fazer uma leitura simples: queria achar um ônibus confortável e seguro para aqueles dois estrangeiros, e queria evitar ser engabelado também. Mas como eu disse, parecia. E nós não queriamos ter que descobrir que ele não o era, portanto olhos abertos e ombros tensos. Inevitável.

"Arequipa, Arequipa. Sale a Arequipa!". Não. Nós não tinhamos cara de que queríamos ir até Arequipa. A verdade é que provavelmente a única cidade próxima que justificaria a utilização de um ônibus de grande porte era Arequipa, e por isso todos os "representantes comerciais" daqueles "conglomerados de transporte" não paravam de gritar isso o tempo todo, como que querendo atraír as moscas para suas teias. Aos outros destinos se chegava com as temerárias vans. O ônibus veio chegando e, para nosso alívio, não combinava com a simplicidade das "agências", entre aspas porque não me sinto confortável para chamá-las de agências. O ônibus, dois andares e suspensão a ar, era de fabricação brasileira. Tudo naquele lugar era importado. Tudo. Exceto a profusão de barraquinhas de vendedores de rua que tinham que ser apressadamente retiradas da frente do veículo quando esse roncava o motor pedindo para penetrar nas entranhas da cidade pobre. Os ambulantes entravam e saíam do ônibus tentando vender todo tipo de iguarias: de remédios à pratos de comida típica para ser comida com as mãos.

Mas lentamente tudo isso foi sendo deixado pra trás. Fumaça de óleo diesel jogada no ar e o ônibus contornando prudente e lentamente as curvas finas que serpenteavam o deserto. 160 Km percorridos em quase 5 horas. Nem tudo foi tão tranquilo: na terceira e última parada em barreiras policiais encontraram pó branco em três casacos que um comerciante tentava atravessar desapercebidamente para a cidade grande. Briga, gritos, choro e 40 minutos com o ônibus parado.

Ao chegar em Arequipa pudemos ver que a natureza não precisa do homem. Os subúrbios de uma cidade grande em um país mais pobre que o nosso não são, obviamente, melhores que os nossos. A pobreza era intensa. O deserto, com sua imponência silenciosa fez falta. As casas de tijolo aparente com ferragens expostas repentinamente povoaram densamente a paísagem e me remeteram à realidade da nossa América Latina. Infelizmente. O terminal, dessa vez um de verdade, até que era bem arrumado. Dez a zero na rodoviária Novo Rio, o que não chega a ser algum mérito, mas dadas as circunstâncias... O banheiro que era bizarro: Misto, mas com mictório do lado da pia, ou seja, privacidade zero. E o cheiro era indiscritível. Prefiro esquecer.

Mas no fim das contas essa injeção de realidade me fez muito bem. Olhar com olhos realistas é importante, pelo menos para mim. Participar é melhor ainda. Me tirou um pouco da culpa de estar apenas visitando a pobreza da janelinha do ônibus de turismo, de estar tendo a miséria como atração, tornando-se apenas mais uma constatação.

Sábado, Maio 17, 2008

Apenas uma vez

Poderia dizer que os musicais não são meu gênero favorito se fosse politicamente correto. Mas não estou fazendo tanta questão de ser bonzinho não. Detesto musicais. Detesto com todas as forças mesmo. Mas os musicais no estilo documentários, que tratam de música geralmente me satisfazem. Foi assim com Quase famosos, com Buenavista e com outros que não me lembro agora. (Pois é. Quando estou com sono minha memória, que já é pouca, se evapora.) Engraçado. Acho que a minha queda por música é realmente forte. Mais forte que meu ódio escorpiano. (Meio radical, não? Pois é, escorpião.) Mas deixando os insetos de lado e voltando ao cinema, não me pareceu que o filme fala somente de música, mas também de sonhos e realidade. É mais um exemplo de que a dor inspira, e que a instabilidade é importante para a arte... Será?

Enfim, bonito e simples. Um pouco chato no meio, com algumas tremidas de câmera que não escondem o baixo custo da produção, bem verdade, mas com um final muito tocante. Sensível como os tons do violão quebrado do protagonista. Gostei!
O outro que eu vi na sequência eu achei meio forçado. Lembrou tanto o estilo de Buenavista que ficou forçado. Não que o tango não tenha força, dramacidade, história e importância. Ao contrário. Tem tanto que merecia algo mais original, mais forte. Para falar de tango prefiro "Assasination Tango" ou então o cego dançando no outro filme: "hoo-hah".

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Segunda-feira, Maio 05, 2008

Assassinaram o Camarão

Primeiro o limão só pra ´limpar´. Não caia na tentação e jogue esse primeiro caldo fora depois de descansar alguns minutos. Depois que vem um moído de pimenta branca, gergelim e tudo mais o que mais quiser. Uma cachacinha também cai bem pra marinar o camarão. Alho, louro e gengibre também. Ah! Sal...

Depois é moleza. Yogurte no liquidificador com o Hondashi (é um caldo de peixe) já disolvido em um pouco de água morna e o curry, que tem que ser dos bons! Refoga os camarões só pra dourar e tira. Aí vem a cebola picadinha. Pode por um pedacinho de nada de dedo de moça, mas com cuidado porque já tem o curry e a pimenta branca... Volta com os camarões e a gororoba do liquidificador. Um pouco de maisena disolvida pode ser necessária pra engrossar. No final, leite de côco. Deve ficar bom com salsa e cebolinha. Talvez um pouco de pimentão.

Pra acompanhar, arroz branco ou arroz de jasmim (feito no chá de jasmim, sem mais nada).

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

Engolindo Sapo (ou Saber Viver)

Segunda-feira, Março 10, 2008

Ilusões

"Nossas frustrações são os frutos de nossas ilusões!"

Mas sem nossas ilusões, sem nossas frustrações, fica muito difícil valorizar nossas emoções.

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Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Macho dominante

Não acredito. De novo eu não adredito. Mesma história. Patético.

A idéia é confraternizar, juntar os amigos, falar besteira. Não é comer. Se fosse pra comer era muito mais eficiente juntar o pessoal num daqueles salões grandes, bem barulhentos, com aquela mesa fina e interminável. É. Aquelas mesmo! As que você se senta e só consegue trocar algumas palavras com as caras que porventura se sentaram do seu lado ou na sua frente. Perdão. Já ia me esquecendo. Há também prazerosa interação com o gerente. Na hora de discutir a conta que invariavelmente vem mais alta do que deveria.

Agora, pagar 50 reais pra juntar o 'Cabelinho', o 'Bigorna', o 'Pança' e a 'Esqueleto' para aquele bom papo de sempre de hora de recreio? Muito radical.

A desculpa de que a maioria está casada e com filhos e portanto não se presta para organização desses tipos de evento não pode servir. Tinha que juntar os machos. Isso mesmo. Os machos. Os provedores. Caçadores. Os machos tem que sair para caçar. Para arrumar a subesistência da família. As fêmeas cuidam da toca, da cria. O macho traz a comida. Caça a carne, abate a presa e de forma instintiva dilacera a vítima em pedaços, aguçando sua agressividade natural. No açougue da esquina.

Tempos modernos.

Prioridades (ou Desilusões)

"Melhor não... eu tenho meus princípios..."
"Pois é. Já eu, prefiro o meio e o fim!"

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Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Nada! Nada?

"Tenho medo. O que eu faço?
Enfim, não faço nada.
O tempo cuida do resto,
já que nada faço, já que nada fiz."

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Créu!

Um monte de gente e de carros. Cores vibrantes. Churrasquinho queimando, cerveja rolando. "É dois real!". As proximidades do "templo sagrado" já indicavam a quantidade de "calor humano" atraída pela adrenalina que se aproximava. Não que a Taça Guanabara seja grandes coisas, mas em terra de cego...

Belini, fanfarrão, se contorcia no túmulo de tantas risadas sarcasticas: "Te encontro no Belini! O que? Não... É tranquilo".

A polícia, com a inteligencia que lhe é peculiar, afunilou a entrada para manter a sabedoria popular inabalada em tempos de estatuto do torcedor. Afinal, no trem do dia a dia a voz do povo é a voz de Deus: "Parece até entrada de final no Maracanã". Lata de sardinha é muito piegas. Muito batido.

Depois de encarar metade das roletas com defeito, finalmente o clima começa a ficar bom. Os quarenta reais de entrada não inibiram ninguém. Caixas de som instaladas no final da rampa entoavam doces melodias que seriam repetidas incansavelmente durante os noventa minutos que estavam por vir.

"Na regata ele me mata me maltrata, me arrebata que emoção no coração. Consagrado no gramado sempre amado, o mais cotado nos “Fla-Flus" é o Ai, Jesus."

Após o acesso tranquilo aos degraus de concreto a visão se acalma: O cheiro da grama verde se faz sentir mesmo àquela distância. O verde que te quero verde da grama contrastando com as cores vibrantes de sangue e glória. Não, eu não quero cadeira numerada, vou ficar na arquibancada para sentir mais emoção!

Crianças, ricos, velhos, meninas, briguentos, favelados, animados, desesperados. Democracia é isso aí meu irmão. Todas as correntes. Todos iguais. Em paz. Apesar dos tapas e empurrões que demonstram que futebol no Brasil está longe de ser profissional, estando mais próximo das nossas emotivas e saudosas peladas de colégio, a festa e a alegria se impuseram. Soltei foguetes e bandeiras não é brincadeira ele foi campeão. E ainda dancei o Créu! Créééééééééu!

Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

Regra #1

Mãe é mãe

"De tudo na vida, ficaram três coisas:
a certeza de que estamos sempre começando,
a certeza de que precisamos continuar,
a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.

Portanto, devemos:
fazer da interrupção um caminho novo,
da queda um passo de dança,
do medo, uma escada,
do sonho, uma ponte,
da procura, um encontro
."

Fernando Pessoa

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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Lugar comum

"You’re running away don't you know what you're doing
Can’t you see it’ll lead you to ruin
Charlotte you've taken your life and you've thrown it away
You believe that because what you’re earning
Your life's good don’t you know that you're hurting
All the people that love you don't cast them aside (...)
It's no life for you stop all that screwing
You're packing your bags and you're coming with me."

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Domingo, Janeiro 13, 2008

Colorful smiley old lady

"Brazil! Nice... And you are lucky... Such a lovely day today..."
"Yes... Lovely but a little bit cold..."
"Its good, so everybody has to move fast and everybody must be full of energy. And also everybody has to keep a beautiful smile in their faces to avoid the eyes from freezing..."

Chuck Norris/Charles Bronson

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Terça-feira, Dezembro 25, 2007

Pra inglês ver

Receitas do Mr. Cabeça:

O frangão "Schwarzenegger" tem que tá bem lavado. Faltou passar um limãozinho pra tirar aquele ranso... Daí foi marinar com alho amassado no sal e cachaça. Pele furada, algumas horas repousando...

Em quanto isso pega as nozes e pica com a faca pra farofar. Frigideira pura, só pra soltar um pouco do 'aroma' (que metido... ahahah). Refoga na manteiga usando a mesma panela a cebola, até quase dourar no fogo bem baixo, joga as nozes esfareladas e a farinha de rosca (pouca). No fim põe as passas e sal e deixa mais um pouquinho no fogo.

O arroz foi assim: refoga com manteiga o alho que tava picadinho, um pouco de cebola, em seguida o brocolis picado na mão. Colocamos um pouco de shoyo, mas eu preferia sem. Depois refoga o arroz nessa mistura e em seguida água quente. Ainda não desvendei o mistério para não empapar o arroz. Mas sempre se pode apelar pro famoso risoto...

Mais farofa, de ovo dessa vez. Refoga cebola, alho e bacon. Frita os ovos. Joga farinha da Bahia. Sal.

Voltando ao início: Manteiga derretida num copinho misturado com curry em pó. Lambusa o frangão com isso, joga um pouco de curry em pó por cima. Uma cebola inteira no interior do frango. Forno quente. Deixa bastante....

E feliz natal!

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Sábado, Dezembro 22, 2007

Demais da conta

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Infected mushroom

Muita manteiga. Pras duas cebolas e pras 350 g de cogumelo foi quase um quarto de tablete. Cebola picadinha tem que cozinhar na manteiga. Fogo baixo. Entra então o cogu, cogu, cogu, cogumelo picado em quatro ou em dois. Pimenta do reino branca e preta. Sal. Noz moscada deve combinar. Leite, mas o macete é não deixar ferver porque se não talha. Cozinhando em fogo baixinho. Coloquei camembert picado porque tava barato. Rolou aquela roubadinha clássica: caldo devidamente engrossado com farinha diluida em água. Bem pouco, meia colher de sopa. Ficou bom, exceto pela pimenta que caiu muita.

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Sábado, Dezembro 15, 2007

Ano novo do ano que vem

Veloz e furioso. Algumas coisas iam passando esquecidas. Foi boa a experiência de ter o registro. Por ser público, traz muitas informações codificadas, mas todas válidas. Curiosidades que se perderiam no infinito da mente, besteirinhas, tentativas, chatices, tristezas, alegrias e felicidades singelas. Algumas mudanças, alguns rumos, algumas mesmices. Vida. Pouca mas teve. Poucas coisas importantes, mas o que é importante é raro mesmo, e por isso mantém sua importância.

De tudo, o que fica de mais incrível é a fuidez do tempo. Acho que nunca me adaptarei. E daqui a pouco chegou o ano novo do ano que vem.

Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

Dinheiro, sangue e merda

Espontaneidade ou auto-destruição?

Na minha opinião, sem nenhuma hipocrisia, a segunda definição é a que vale. Não vejo romantismo em esgoto correndo ao céu aberto, carregando excrementos e vísceras. Vísceras viescerais. Dinheiro sujando o sangue que corre junto com a merda.

Não há samba alimentado com pólvora. Não há poesia fomentada por fome, seja essa física ou intelectual.

A solução não é trivial. Óbvio que não. Passa por dedicação, por inspiração. Por interesse real e por criatividade. Mas passa, principalmente, por trabalho somado com seriedade.

Diante disso tudo a única trivialidade é que, certamente, elevador não é solução pra porra nenhuma.

Quinta-feira, Novembro 29, 2007

Que me trouxe pelo braço

"Quero ver novamente 'Vassoura' na rua abafando
Tomar umas e outras e cair no passo.

Cadê 'Toureiros'? Cadê 'Bola de Ouro',
'As Pás', os 'Lenhadores'
e o 'Bloco Batutas de São José'?"

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Domingo, Novembro 25, 2007

Ranking?


Como assim? Tive que mudar...

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Sábado, Novembro 17, 2007

Ponha os pratos no chão e o chão tá posto

E vamos botar água no feijão. Na verdade caldo de carne. Especialmente durante o cozimento lento no final, na hora de ir pro forno... Isso é importantíssimo!

Pra começar, por falar em água, o feijão branco tem que ficar de molho. Se for de saquinho industrializado, fica de noite, se for mais fresco, basta por algumas horas antes. O feijão puxa bastante água. Lava bem antes de por de molho. A água do molho é pra jogar fora... Troca a água e cozinha em fogo baixo. Cozinha com o "bouquet garni" e com uma cebola com um cravo espetado e com a cenoura grande partida em quatro. Não pode cozinhar muito se não acontece que nem o que eu fiz: Fica uma pasta. Tem que deixar o feijão 'al dente' (é assim que se fala?).

As carnes salgadas podem ser ferventadas de noite. Troca a água e deixa na geladeira. Na hora de usar tira a água. É bom pra tirar a gordura em excesso.

Refoga na gordura do pato as carnes. Primeiro as cruas: As quatro linguiças de porco, partidas em dois, o cordeiro já em pedaços. Os sete pedaços cordeiro tavam temperados com sal e pimenta do reino moída e alho, uma cabeça. Antes de refogar, pica em pedaços menores. Depois refoga um paio fatiado, duas linguiças calabresas fatiadas, uns quatro ossinhos de costelinha de porco, um pedaço de uns 300 g de bacon, umas cinco linguiças daquelas fininhas (usei de cordeiro mas não gostei muito não). Por último, refoga de leve o pato. Dá pra inventar na escolha dos embutidos.

O gordura em excesso, é bom tirar. Joga uma cebola grande picadinha. Depois as três cabeças de alho. Daí pega um pouco do feijão e refoga. Junta o tomate pelatti de uma lata, grosseiramente picado. Esse refogadinho vai crescendo, juntando o feijão e o caldo. Encheu, pode por as cenouras e o "buquet garni" e a cebola com cravo e umas pimentas do reino. Põe as carnes, menos o pato. Vê se tá bom de sal... Tampa, põe caldo de carne e fogo bem baixo por meia hora.

A gorudra do pato vai também nas panelas de barro. Com um quilo de feijão, tive que usar duas panelas. Depois de lambusar, tira o bouquet e a cebola. A cenoura pode deixar ou tirar. Joga feijão, carnes. O pato no meio. Ele só entra agora porque se não ele fica muito molengo. Cobre com mais feijão, mais carnes. Rega com mais banha do pato. Farinha de rosca por cima, pra gratinar. Põe no forno quente. O macete é o fogo ficar bem baixinho... Daí esquece a panelona lá. Só tem que tomar cuidado pra não ficar muito seco, que nem aconteceu aqui. Pra isso, é só ir regando com caldo de carne. Diz que fica bacana se a casquinha de farinha de rosca fica durinha. Tem que quebrar ela com a colher e fazer outra com mais um pouco de farinha.

Pra beber, vinho! Salada e arroz. Abacaxi na sobremesa fica muito bom porque ajuda na digestão. Essa quantidade de cassoulet serviu fartamente 12 pessoas.

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Domingo, Novembro 11, 2007

Eu vou retomar o raciocínio

Osso duro de roer. Arranque os olhos de um policial e coloque-os no lugar do seu. Zeromeia: Sinta como ele sente! Viva como ele vive!

Isso é o que o filme quer passar. Ele não quer entrar em discussão sobre a responsabilidade do usuário, sobre a hipocresia dos protestos de paz. Hipocresia é avaliar o filme sob esse aspecto.

Tem que olhar o filme como se fosse um policial. Aliás, o filme faz isso de forma espetacular. Tensões, emoções, sentimentos de quem está no 'front'. De quem se torna insensível para poder sobreviver.

E as frases são impagáveis. O meu amigo "nenet" tá excelente no papel do Capitão Nascimento:

"Missão dada é missão cumprida."
"Essa pica não é mais minha, essa pica agora é do aspira."
"Bota na conta do Papa."
"O que o Fábio não sabia era que, perto de mim, o comandante era uma moça. "
"Eu posso até te ajudar, aliás, eu vou te ajudar! Eu quero te ajudar! Mas agora você tem que me ajudar a te ajudar. Soldado, se você quer rir, tem que fazer rir!"
"E eu lá quero saber de numerologia."
"Tu é moleque!"
"Então senta o dedo nessa porra!"
"É nóis baiano, é nóis!"
"Pede pra sair! Pede pra sair!"
"Eu desisto! Eu desisto! Eu desisto!"
"Eu vou retomar o raciocínio."
"Zeroquatro, me dá a doze."
"O papo é reto comigo prayboy!"
"Já falei que isso vai dar merda!"
"O coronel ia chamar quem, a polícia?"
"O senhor vai dormir agora Zerocinco?"
"Ganhou nada perdeu!"
"Morte na praia é afogamento!"

Mas a melhor de todas é mesmo: "Xerife, o senhor é um fanfarrão!"

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Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Onde está o coringa?

"O Google é a materialização do Batcomputer..."

Nada como uns três chopes...

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Domingo, Outubro 28, 2007

Talento

Fios usados


Linhas se econtram em caminhos trocados.
Trançam novas costuras de particulares emaranhados.

As velhas frestas entre os fios,
profundos são alguns novos bordados.
Trazem o dia, puxam o pescado.
Dentro das frestas quase intocado,
o cheiro forte é pra sempre guardado.

Reatam antigos caminhos,
mas fazem novos traçados.
Laços fortes de familia,
gosto bom, laço apertado.

Também há fios perdidos
de certa forma, angustiados.
Angustia vã, apesar de justa,
Sem ser marionete, sem ter destino fadado.

No fim do dia olha pra faca,
fio único, no peixe marcado.
Flutua no ar o cheiro forte,
mais uma vez reavivado.

Casa cheia, sopa, arroz e peixe cortado.
Tempero no prato, molho picante, preto, adocicado.
Musica, fumaça, chá e drinque importado.
No final tudo arrumado,
pia, prato, panela e tina de barro.

Linhas e traços seguem, carreteis desenrolados.
Fios duros e bem lisos, como antes, bem esticados.

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

Formigas

"A vida sem doce é sem sal."

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Segunda-feira, Outubro 15, 2007

Freak

"But Carnival in Rio is something else, and Rio itself can be visited with great pleasure at any time of the year."

Domingo, Outubro 14, 2007

Gambas

Gambas al ajillo. É como o prato é chamado em sua pátria mãe. Camarão vem do mar. Gosta de nadar. Então é só por eles pra nadar no azeite. Piscininha de azeite, panela de cerâmica (ou de barro), alho inteiro (tira aquela casquinha de fora e solta algumas das cabeças), uma pimenta dedo de moça, fogo baixo. Esquenta o azeite já com esses caras todos dentro. Deixa fogo baixinho... É pra cozinhar, não pra fritar... Quando estiver bom, sem fritar ou queimar, põe o camarão M já descascado. Depois que puser o camarão pode por a mesa que é bem rápido. Se ficar muito na piscina endurece e perde sabor. Na verdade o prato é um 'tapa' pra comer com um bom pão mas pode ser servido junto com arroz de açafrão (açafrão de verdade né?) e uma saladinha na entrada. Vinho sempre é bom nessas horas. Só falta descobrir o que dá pra se fazer com o azeite que sobra na panela...

Duas pessoas comem como refeição umas 750g (antes de descascar e tirar a cabeça) de gambas. Pra isso, uns 300/350 ml de azeite, dois ou tres ajillos inteiros, umas duas pimentas dedo de moça inteiras. Tudo inteiro, sem picar.

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Quinta-feira, Setembro 27, 2007

Só a casca

"Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am the thousand winds that blow,
I am the diamond glints on snow,
I am the sunlight on ripened grain,
I am the gentle autumn rain.
When you waken in the morning's hush,
I am the swift uplifting rush
Of gentle birds in circling flight.
I am the soft star that shines at night.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there, I did not die."

Domingo, Setembro 16, 2007

Todos iguais

Os degraus de uma escada sempre são todos iguais. Os mesmos degraus sujos e desgastados. Muito desgastados. Resumo do lugar. A mesma aparência sombria. Nada muda. Tudo remete à experiências vividas. Plenamente vividas apesar de altemente frustrantes. O caminho levará a frustrações similares. Menos penoso, certamente, mas igualmente frustrante. Ao se julgar pelo pelo ritmo em que as coisas se arrastam por lá, provavelmente ainda mais. E, principalmente, tenho consciência das limitações que aguardam etapas futuras de vivência real.

Exemplo banal das limitações atuais é o antigo Bob´s, que se tornou Big Boss. Não tem mais o Ovomaltine, evidente, mas o queijo com banana continua ótimo. A livraria do térreo devia estar borbulhante considerando-se o perfil dos abastados habilitados em lá ingressar. Na parede ao lado de sua porta mofada, entretanto, pode-se ler o aviso: "Agradecemos o apoio que nos foi dado por todos ao longo desses memoráveis anos. Estaremos encerrando as nossas atividades em 30/jul/2007.". Agradecimento sincero. A data passada mostra que por algum motivo inexplicável alguns sonhos ainda insistem em permanecer entre as poucas prateleiras das estantes de metal que ainda restam. Praticamente vazias, mas sobreviventes.

Salas vazias, funcionários de cara fechada, mas contando com motor formado por engrenagens que têm vida pópria. Amor a arte é a única explicação que me convence. E arte bem feita, com esmero. Espelho de outras experiências vividas... no final das contas, somos todos iguais... A grande diferença fica no público, como sempre suspeitei. Mesmo assim, talvez por minha arrogância discreta, venho me surpreendendo positivamente com alguns elementos isolados. Muitos elementos isolados. Tantos que começo a suspeitar que os elementos isolados são a regra e não a excessão. Isso vem ao encontro (detesto ao encontro ou de encontro... mas por isso mesmo vou utilizar) do que o amadurecimento da visão de mundo tem mostrado. Vem ao encontro da idéia de que não existe ranking, de que não existem diferencas importantes relacionadas à capacidade. Enfim, de que nada disso importa. De que o que importa é a satisfação de se fazer cada coisa, de estar bem/de bem no que se faz e da forma que se faz.

Espero que esteja no caminho certo. Espero que possa fazer da forma que seja correta. Espero que faça da forma que faça estar de bem. Estar relaxado. Estar curtindo. Feliz.

Domingo, Agosto 26, 2007

Is it really the end 'of' some crazy dream?

"Maybe then you´ll begin to understand
life down there is just a strange illusion."

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Sábado, Agosto 25, 2007

Liberou geral

"Liberdade é poder escolher. Escolher é abrir mão de uma coisa por outra. Liberdade é então, de certa forma, o direito de abrir mão. E Libertade está sempre conjugada com responsabilidade. Liberdade num sentido positivo, não libertinagem."

O almoço foi bom. As novidades foram boas, de certa forma esperadas.

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

Prestigio

-Foi legal.
-Nunca esperava.
-É sinal prestigio, reconhecimento.
-Não é não. É sinal de velhice. (risos)
-... (risos?)

Domingo, Agosto 12, 2007

19 anos?

"O que me impressiona hoje são todas essas pessoas que andam por aí falando com seus telefones celulares e nunca param de resmungar. Eu não tenho nada que reclamar."

(Entrevista com primeiro homem a viajar no tempo, para o futuro. Essa viagem, de 19 anos, foi o tempo que o polonês ficou em coma.)

Filme cabeça





Conspiração

Pioneirismo

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

Perdeu prayboy

"Toda bala é perdida."

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Segunda-feira, Agosto 06, 2007

Só?

"O acaso só se manifesta uma vez e quase nunca se corrige".

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Sábado, Agosto 04, 2007

Pára raio

Banda das velhas virgens. Blues com letras muito engraçadas.

Divertido! E como!

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

Memórias

O que é a verdade? O que é a percepção individual? Não é isso a realidade? Há percepções de realidade diferentes para cada um, dependendo da época e do ambiente?

"O retrato que aqui proponho é, de qualquer forma, o meu, com as minhas afirmações, as minhas hesitações, as minhas repetições, as minhas lacunas. Com as minhas verdades e as minhas mentiras. Numa só palavra: aqui está a minha memória.”

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Essências

De tempos em tempos é importante resgatar o que somos de verdade. É importante parar e olhar para dentro um pouco, e não apenas para o reflexo. Não apenas para o que gostaríamos de ser.

De tempos em tempos temos que voltar para aqueles valores que temos como guia. Para aqueles valores fundamentais. Para nossa essência.

Clichés


Parar e ver as coisas belas,
Simples, verdadeiramente belas.

Parar e sentir o som do silêncio,
saborear a brisa e cheirar o vento.

Rabiscar levemente no infinito,
deixar, no quadro negro, o giz branco marcar.

Olhar por olhar. Parar.
Sentir é meditar?

Importante, sempre, é desacelerar.
Poder abraçar, poder partilhar. Respirar.

Estar consigo mesmo, sem ensimesmar.
Dividir para somar.

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Amigos, amigos... Negócios à parte...

-Não me venha com desculpas. Não é só o mundo corporativo que te ensina assim.
-Mas eu esperava que...
-Tá achando que o mudo é belo e que as flores são vermelhas rapaz? Amigos, amigos... Negócios à parte...
-... mas...
-Amizades de verdade não são construídas em um mês!
-... então...
-Muito menos em mesas de bares! Vê se aprende! Antigamente você não caía nessas!
-Mas eu tava...
-E me diz rapaz, valeu a pena? Se vender tão baratinho assim?
-Não é isso!
-O que é então?
-É que...
-Não aprendeu, então eu repito: Você deve escolher entre viver o perecível ou ancorar-se no desonesto. Seja qual for sua decisão, aguente a porrada e mantenha-se de pé.
-Não força! Seu pessimismo me enche! Essa filosofiazinha de filme do Stalone...
-Talvez seja pessimismo sim! Mas o velho e bom Rocky ensina também... Você sabe muito bem que se deve escolher a dedo as horas em que se pode ser otimista. E mesmo sendo otimista, se você põe a cara, deve estar consciente que pode levar um tapa!
-Pessimista pra caralho! Deixa eu falar porra. Só fica me cortando!
-Eu sou pessimista e você, um grande romântico! Grandes merdas!
-...
-...
-Dá mais uma dose desse 12 anos.
-Ué, não preferia cerveja?
-Sempre que tomo cerveja fumo. Não quero fumar hoje. Me traz más lembranças...
-Deixa de ser viadinho! Encara as coisas e separa os fatos. Só você não via as coisas. Tem que confiar mais na sua sensibilidade!
-Sensibilidade... e depois eu que sou viadinho...
-Tem que ser menos literal, ler nas entrelinhas!
-Se resolve, ou Rambo ou Jung!
-Como eu não conheço o segundo, prefiro o Rambo! eh eh eh... E aprende também a escutar o que os amigos de verdade falam... Não foi por falta de aviso...
-Porra! Conselho se fosse bom não se dava. Vendia! Pára de enrolar e manda logo esse uísque pra cá! E não venha me dizer que sem gelo de água de côco você não bebe!
-Toma logo então! Mas se for encher a cara avisa que não quero carregar bêbado hoje não...
-Tu é meu amigo, tá vendo! Vem logo sacaneando!
-Claro! Amigo de verdade tá com o outro em qualquer situação.
-Pois é! Já amigo de negócios vêm cheio de pose, fala bonito, recolhe lixo, vende imagem, mas na hora rouba a sua mulher!
-Ahahahahahah... E tu ainda me chama de seu amigo?
-Sai fora mermão! Tira o olho da minha patroa!
-Fica tranquilo porque tu tem mal gosto!
-Te pego de porrada filho da puta!
-Manda mais uma dose desse 12 anos!
-Toma aqui amigão! Com bastante Cicuta?
-Hoje só meia dose!

Domingo, Julho 29, 2007

Tattoo

Love is Pain.

Um tanto pretensioso, mas talvez tenha suas razões, afinal, "toda dor vem do desejo de não sentirmos dor"? Talvez tenha razão em muitos sentidos... vou ter que digerir mais pra poder escrever... além de ter sorte de arrumar um dia de inspiração...

Quanto a esse negócio de que a dor vem de não querer sentir dor.... Nunca entendi essa frase.

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Terça-feira, Julho 24, 2007

Quem tem boca vai a roma

Ou quem tem boca fala muito? Fiquei assustado com a velocidade da informação em tempos de internet... Será que é internet? Será? Será?

Quarta-feira, Julho 18, 2007

No hay mas

"E ai? Vai querer mais cordeiro patagônico?"
"... No hay mas..."

Terça-feira, Julho 10, 2007

Pra inglês ver

"Finalmente uma lugar bonita. Pensei o Brasil ser toda feio que nem o SP."
"Pois é. SP é meio complicado né? Muito grande, muita gente, muita fumaça, muito concreto, muito carro, muita fila, muita sujeira..."
"Muito pobreza..."
"..."
"..."
"... Muita pobreza.... mas esse é um problema que não é só de SP. É, infelizmente, um problema do Brasil..."

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Oké then...

Good music:
Pale Blue Eyes, form Lou Reed:

"Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
(...)

Linger on, your pale blue eyes

(...)
If I could make the world as pure and strange as what I see
I'd put you in the mirror I put in front of me

Skip a life completely, stuff it in a cup
She said money is like us in time
It lies but can't stand up Down for you is up
(...)

Linger on, your pale blue eyes
Linger on, your pale blue eyes
"

Another one:
London London from Caetano Veloso, who also have a song about São Paulo...

"Green grass, blue eyes, grey sky
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

While my eyes go looking for flying saucers in the sky
"

Lovely to see the lights fading. If it was a nuclear shutdown, then it would take longer for fixing it, so the sky would be kept shining. When there's total darkness, some secrets becames clear. Falling stars, milky way, rocky streets... Nice beach (cold but true)... Some mosquitos... Nice place... 'Fery' special people...

Some bridges are very well built. Well and also quickly built. Sometimes, these bridges are for long crossings... And they do work fine.

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Sexta-feira, Junho 22, 2007

Morféia ou Lásaro

Na Holanda não existe mais a doença e por isso as pessoas vem para a cidade grande subdesenvolvida para poder estudar o assunto e ajudar. Bom quando essas pessoas ficam muito "conectadas" à realidade local.

Noção?

Sem noção...

Terça-feira, Junho 19, 2007

Regulamentar

Muito louco...

Domingo, Junho 17, 2007

O incrível mundo do Dani

Gostou?
Ah.... Mais ou menos....
Eu achei tão legal!!! Porque você não gostou tanto cara?
Ah.... Tem muita mentira....
É??? Não reparei... Quando tem mentira?
Ah... Bem na hora que o carro vem e tá quase atropelando ela consegue pular e escapa... Mó mentira né?
É... Nessa hora foi mentira mesmo... Mas e o lance dele jogar teia?
.... A teia?.... Ah... O que que tem? É normal... Sai da roupa né? O que que tem?
É legal né! Quer um milk shake?

Na fé

Veja o que há para ser visto, prove o que deve ser provado. Volte (ou não) rico, de ideias, de experimentações! Crescimento! Vá na fé! Aproveite!

Essência

A maioria dos olhares denunciavam intensa concentração. Cada interpretação dos fatos era completamente individual. Os universos paralelos se mostravam em pequenos detalhes. Um retorno ao porto seguro em plena apresentação, um sorriso na hora que não tem graça, um outro susto na hora que era pra rir.

Mesmo assim as reações nos momentos importantes pareciam todas combinadas. Idênticas. Prova que somos todos iguais? A pureza, certamente, não era unânime. Talvez o pessimismo do livro tenha algum fundamento. Uns levantavam sem menor sombra de motivação e agrediam gratuitamente. Outros, sem explicação, seguiam os passos ousados do líder e retornavam aos lugares, orgulhosos. Como já pode haver orgulho em olhares tão inocentes?

Será que as agressões se davam por conta da programação pura e lúdica? Será que o som alto e ritmo alucinante, que costuma ser padrão nessas ocasiões, fizeram tanta falta a ponto de despertar raiva? Partucularmente achei muito bacana. O ar de inocência das brincadeiras, o tom baixo das falas, a alegria emanada... Na hora do climax houve um alto nível de espirutualidade. Nunca esperava aquilo ali. De forma despretenciosa, original. Todos participaram felizes, mas sem precisar supervalorizar. Naturalmente.

Uma coisa é certa. Deve ser delicioso. Engraçado é ver e escutar queixas sobre as inseguranças dos que devem passar segurança. Vivendo e aprendendo.

Mas cada coisa na sua hora...

Quarta-feira, Junho 13, 2007

Incidental

Só sei que a mulher virou pro marido e respondeu.... "já que você perguntou, eu quero de presente do dia dos namorados uma coisa que vá de 0 a 100 em dois segundos!!!"

No dia seguinte ele deixou a balança no pé da cama pra fazer surpresa quando ela acordasse.

Piada incidental... mais uma...

Sábado, Junho 09, 2007

It´s simple

A sequência do tango e a da ferrari, por si só, já valem o filme. Frases? Sim... muitas:

"When in doubt, fuck."

"The day we stop looking, Charlie, is the day we die."

"You are in no position to disagree. I've got a loaded .45. You got pimples."

"Well, gentlemen, when the shit hits the fan, some guys run and some guys stay."

"That's amazing!
Well, I'm in the amazing business..."

"What a beautiful laugh."

"Afraid of making a mistake.
No mistakes in the tango, not like life. It's simple. That's what makes the tango so great. If you make a mistake, get all tangled up, just tango on."

"Don't blame me, Charlie. I can't see!"

"Just the thought that may be one day, I could have a woman's armswrapped around me... and her legswrapped around me. And what? That I could wake up in the morning and she'd still be there. Smell of her. All funky and warm. I finally gave up on it."

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Cabra e cereja

Os tomates devem estar bem lavados. Põe eles inteiros, de preferência bem vermelinhos. Cabem uns 15 num prato fundo. Tomatinho cereja né? O alho, umas 4 cabeças cortadas no meio, pode misturar e regar com um pouco de azeite por cima. Daí é só por pro forno quente. Pode por também um pouco de cebola. Bem pouco. E o sal grosso junto.

Vai tomando cor, soltando água... Basta deixar.... e quando tiver no ponto, poe mel, pouco, e o manjericão. Deixa mais um pouco, mistura com cuidado, e então o quejio de cabra pode pousar no meio. Quando o queijo tiver queimadinho pode tirar.

A técnica do vinho sempre ajuda. Duro é convencer que o licor de anis é gostoso...

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Quinta-feira, Junho 07, 2007

Influenciável

"Por que a gente se recusa a ser feliz?"

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Muito mesmo

"Se tiver sendo bom, curte bastante. Quando começar a ficar ruim, toma uma atitude. Mas toma logo, porque a vida é muito rápida. Muito mesmo..."

Azia

Se você não tem estômago, então não come. Se te dá azia, não come. Tem outras comidas muito melhores que não vão te fazer mal! Se liga! conhece-se a ti mesmo!

Terça-feira, Junho 05, 2007

Perto demais das capitais

Domingo, Junho 03, 2007

Viva a Holanda!

"Só o standard pode ter GPS? O mini e o compacto não têm não?... Ah... mas esse é o Standard? Sem problemas. Não é nada de mais. Vai esse mesmo. Não tem? Mas sai pelo preço do Standard porque eu já tinha reserva é? Beleza!"


260 Cavalos, V6. Teto solar, bancos de couro. Freio a disco nas 4. Será que eu sei andar nisso? Vou ligar o rádio. Yo Man! Viva a Holanda!


Heading down Highway 147, no meu Pontiac GP 3800V6. Teto solar aberto. Vento morno do verão. Hip-hop de primeira no rádio. Viva a Holanda!


Estradas largas e vazias. Supermercados grandes e vazios. Estacionamentos enormes e vazios. A sede da entidade, enorme e vazia! Será que mora gente lá mesmo? Viva a Holanda!


Conforto inegável! Qualidade de vida, única. 'Carro-dependente', mas inegável. (Não há calçadas, só postos de gasolina estradas e estacionamentos.) Escutei os colegas de turma reclamando que não conseguem arrumar casas com menos de 4 quartos, 5 banheiros, 3 salas, porão e sótão. Escutei os colegas da turma reclamando que não precisam dos 4 carros que tem em casa. Mas não foram todos os colegas, na verdade foi só o que nasceu na Irlanda. Os outros estranharam. Viva a Holanda!


A conversa durante o almoço acabou em política. Eles não tem o que fazer em termos internos e por isso se preocupam tanto em meter o dedo nos outros. São como um grande pai aposentado. Não estão preocupados em entender as diferenças culturais. Afinal eles vivem bem no modelo deles. Primeiríssimo mundo. Viva a Holanda!


Fui no mercado. Super-hiper-mega-grande, como diria um amigo meu. Só na parte das cervejas eu fiquei uns 50 minutos para decidir qual eu compraria. Lembrei de uma amiga, que gosta muito de cerveja mas detesta escolher. Ela ia parar de beber. Com certeza. E o mais incrível: Consegui escolher, comprei mas quase não levei. Foi difícil provar que eu tinha mais que 21.


Há também uma pequena parte que parece uma cidade convencional da forma que estamos acostumados. Próximo às universdades. Só ali são três, da mais alta qualidade. Aliás, isso lá é coisa séria. Parques, prédios magníficos, estrutura integrada a vida. Talvez por isso eles possam ter o padrão que têm. Talvez por isso tenham o direito de esbanjar. Talvez por isso consigam se meter na vida dos outros.


A civilização lá é baseada no desperdício e no consumo. Tudo é hiper-super-mega-grande. O refrigerante pequeno é de 1 litro. O hamburguer pro lanche serve pra duas pessoas comerem no almoço. Mas sempre usando os talheres de plástico, pratos de isopor e bandeijas de papelão. Descartável. Modelo que deu certo, mas que não tem como se sustentar. Tudo é produção em escala. Tudo é barato.


Mas a decadência se mostra nas paranóias: Nivel laranja de risco nos aeroportos. Não sei qual é a escala, mas pra mim, laranja é quase vermelho... logo...


A minha mala foi aberta tanto na ida como na volta. Todo mundo viaja de chinelo, porque tem que tirar o sapato pra passá-los no raio x. A lixeira no aeroporto é uma prensa ou triturador. Uma caixa de aço mega-super-hiper reforçada e quando alguém joga lixo, ela se mexe toda e destroça o que tiver.


O povo é meio bobão. Ora pá, "é proibido fumar, ou transportar cigarros acesos....". Muita polícia na rua. Muita pressão para que sejam segudas as leis. No rádio tocam campanhas "educativas" com base no medo mesmo!


Tudo funciona. No aeroporto, por exemplo, há uma decolagem/pouso a cada minuto... e nós aqui com nosso apagão. Tudo pode funcionar. Basta agir. Muitos aviões da EMRAER pousados. Deu orgulho.


Nacionalismo: Bandeiras a meio pau. Feriado do soldado 28/05. engarrafamento: Tem gente morando sim!!! Viva! Viva a Holanda!

Retrô

Ih... ta de novo "uma grande privada em fim de festa: toda vomitada... "

Parei!!!

Aprendizado lento.

"O tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa..."

1 mês? 3 meses? 4 meses? 5 meses? Não... A lição de 5 meses eu sei que já foi aprendida... já as outras... Pensando bem, tem uma de mais ou menos um ano que eu ainda não peguei...

Quanto custa?

Depois de conversas boas (como por exemplo de tanto falar em vender com meu primo) relembrei algumas coisas...

Queria saber quanto custava. Não deu pra ter o preço exato, mas consegui ver que tava baratinho. Baratinho demais... E o que é muito barato não pode ser tão bom... Não que seja necessariamente verdade, mas é um pensamento instintivo, senso comum... Daí, mesmo que seja bom, não vende... Desconfiança forte e comum. Não dá para criticar. Já deixei de comprar por esse motivo muitas vezes também.

É... Se pedissem minha opinião diria para mudar o preço. Encarecer. Pode ser que continue sem vender, mas se conseguir, vai ser para um comprador convicto. Vai valer a pena.

Auto o que?

"Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. e quando a gente manda ninguém manda na gente. na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro! até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada? até quando você vai ficar de saco de pancada? até quando você vai levando?"

Até quando - Gabriel O Pensador.

Hoje tá parecendo Deepak Chopra? Vou ficar famoso e ganhar dinheiro...

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Opcional de fábrica

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

(...)

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas.

(...)

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está (...) na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

O cara não é fraco não...

Quinta-feira, Maio 24, 2007

Cena de Cinema

Se beber, nao dirija, se nao dirigir, nao saia do hotel. Resultado: beba no hotel...

Quinta-feira, Maio 17, 2007

Feira de Mangaio

É um tema recorrente. Não sei porque incomoda tanto se é tão comum. Talvez seja eu um mal vendedor, ou talvez esse tipo de atitude mostre algumas características com as quais não sei lidar. Caracteríscicas de ser humano, mas que eu não gosto e prefiro não lidar. Fuga? Talvez.

Por falar em ser humano, tem coisas que se você vê alguem fazendo, você para e pensa: "Não. Não é coisa de ser humano. É coisa de Anjo. Mas pera aí... Ele é o Ghandi? Ah... já sei... É aquela senhora de Calcutá!... mas ele nem usa saia..."

Uma fábula me vem a cabeça, bastante citada por um personagem que eu admiro muito e que foi e ainda é muito importante para nossa sociedade. Muito romântica e bela sob sua interpretação e de forma alguma tenho críticas à sua forma de lê-la. Ao contrário. Admiro-a muito.

A minha forma de ver é que é um pouco distorcida/deturpada. Sei que "houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: 'Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?' E o beija-flor respondeu: 'Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte'.".

Vamos aos fatos. O Beija-flor nunca conseguiria apagar o fogo sozinho. Ele fez uma jogada de marketing, acima de tudo pessoal. Nada contra isso, mas durante um incêndio... Sua eficácia teria sido muito maior caso ele tivesse aproveitado sua agilidade no ar e sua presença de espírito (sim, ele é um passaro que chama a atenção) para ir em busca dos elefantes, convencendo-os a marchar até o lago e soprar toneladas de água com suas trombas. Foi burrice/afobação dele? É fácil perceber as coincidências: Logo o leão, "le roi des animaux", foi quem viu o heróico pássaro a se "sacrificar"...

Ponto de vista muito doente? Talvez...

Não é uma crítica à solidariedade, mas uma visão diferente sobre a fábula. De burro o Beija-flor não tem nada. Romântico/sensível, sinceramente, ele não me parece, afinal quando precisa ele devora insetos de forma cruel com seu bico afinado. Quais suas verdadeiras intenções? Nenhum passarinho pode salvar o mundo sozinho. É muita pretensão e arrogância achar isso. É muita propaganda pessoal, feita em hora errada.

No fim das contas, só sei que de tudo se encontra naquela vendinha do canto da rua.

(Eu sei que estou muito otimista hoje. Deve ser a chuva.)

Terça-feira, Maio 15, 2007

Queijo com banana

Só se troca Queijo com Banana e Ovomaltine por chopp em copo de plástico se for muuuuito bom, com colarinho, geladinho... Se for bom mesmo, o um chopp termina em tulipadas tradicionais...

Né?

Domingo, Maio 13, 2007

Que merda é essa?

Merda todo mundo faz, afinal a sábia voz do povo (ou de Deus) já diz que "é fazendo merda que se aduba a vida". Mas mesmo assim há formas muito diferentes de se tratar os fatos (de se fazer merda).

O que diferencia uns dos outros é a maneira como as coisas são encaminhadas e encaradas. São as atitudes. Não que seja sempre fácil tomar a atitude que consideramos correta. Mas temos que tomá-las.

Ao optar por uma determinada forma de fazer as pessoas mostram o que elas são em vez de mostrarem o que elas gostariam de ser. Mostra-se o conteúdo, não a embalagem, a venda. Aparecem os verdadeiros valores. Coragem não pode ser desculpa. Por isso sempre digo:

O importante é como as coisas são feitas.
(Que não deixa de ser uma das interpretações de "De boas intenções o inferno está cheio".)

Sábado, Maio 05, 2007

Lembranças

"Uma chuva de meteoros, popularmente conhecidos como estrelas cadentes, vai riscar o céu do Brasil na madrugada de amanhã. São fragmentos de poeira que o cometa Halley deixou em sua órbita quando passou pela Terra em 1986 e que poderão ser vistos a olho nu das 4h até o nascer do Sol. O melhor horário é por volta das 5h30. Os meteoros poderão ser vistos a uma taxa de 20 a 60 por hora. Ainda que o Halley esteja agora muito distante, a Terra passa duas vezes por ano pelo rastro deixado pelo cometa: em maio e em outubro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo"

Quando Rambo chorou (ou Não nasci pra isso não)

"Aquele lugar que você chama de inferno, eles chamam de casa..."

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Sexta-feira, Maio 04, 2007

Cá pra mim...

"Migalhas dormidas do teu pão,
Raspas e restos me interessam.
Pequenas porções de ilusão,
Mentiras sinceras me interessam.
"

Mentira.....
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito.

É... não tem como comparar Cazuza com Chico... tinha que amassar muito barro ainda...

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Terça-feira, Maio 01, 2007

Faz parte do meu show

"E aí, tá melhor? Você sempre teve essas ziqueziras né? A vida toda..."

Sábado, Abril 21, 2007

Its Pointless

"I know. It´s cute..."
"There is a song about you, from 'Seu Jorge'..."
"I know it..."
"What is your email?"
"What for? It's pointless..."

Fim de papo.

"Não gosto de conversar, gosto de escutar!"

Por quê?

Curto, exibindo lascivo o pescoço,
sustentando círculos negros profundos e insistentes
Elegantes, vivos, sobre mares brancos.
Mais um entre tantos?
Com certeza não somente.

Os colchonetes estavam espalhados.
Os azúis das idéias, antes entrincheirados, começavam a ser puxados à vida.
Quem estava aguardando as chaves para os cadeados?
Ansiosos por abrí-los, desesperados.

Porques repetidamente preencheram espaços e libertaram.
Influência dos seguidos anos de psicanáilse?

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Quarta-feira, Abril 18, 2007

Procuramos independência/Roupa suja se lava em casa/Marretadas

O filme do final de semana falou sobre "o que você vai ser quando crescer?". Quando eu era criança (ou seja, até semana passada) as vezes me pegava imaginando como eu seria quando crescesse. Engraçado que algumas pessoas têm ânsia por crescer logo e outras, ao contrário, não têm menor pressa... Me encaixo na segunda opção. Não chega a ser nenhuma síndrome de Peter Pan (espero...), mas sim de não ter pressa pras coisas. Já falei antes sobre isso, sobre como é difícil pra mim reparar que o tempo está passando, lidar com o tempo.

Alguns marcos representam passagens em nossas vidas. Rituais de passagem. Nunca fui muito disso não, mas tenho consciência que alguns foram necessários para ver a vida andando. A separação dos pais, por exemplo, foi um. Sair de casa foi outro.

Agora me deparo com mais um ritual de passagem. Talvez o mais marcante de todos. Pois é... Minha independência real está chegando.

Tenho notado como é estreita a relação entre a máquina de lavar roupa e a veradeira felicidade do ser humano:

"Sem máquina de lavar você está apenas brincando de casinha..."
"Lá em casa a gente separa pela cor da roupa."
"Lavar roupa é uma terapia para mim..."
"A minha máquina eu pedi para o porteiro receber porque eu estava no trabalho."
"Hoje eu não posso ir não porque vou lavar roupa."
"Depois eu te passo umas dicas pra lavar melhor."

Em cada conversa, em cada confidência, são perceptiveis os laços ternos de afeto e carinho. Comovente. Síndrome de Estocolmo.

Comprei pela internet ontem e descobri que entregam amanhã. Tudo certo. Chego em casa para a última verificação e lá está a parede da área de serviço, o local da futura instalação, totalmente desfigurada... O pedreiro que está reformando o AP do vizinho ficou lembrando da sogra na hora de dar as marretadas... Tem que trocar um monte de azulejo além de cimentar tudo de novo... é... meu sonho de independência está adiado mais algumas intermináveis semanas...

Quarta-feira, Abril 11, 2007

Ligeiramente insensato (un peu déraisonnable)/Vidinha

Onda que não tenho pra gastar, mas li, gostei e copiei um pedaço. Antes que perguntem... não. Não entendi bulufas, mas a tradução literal fez o serviço. Antes que perguntem... não. Não tinha menor idéia de quem era o Edmond de Goncourt:

"Tout être qui n'a pas en lui un fonds d'amour passionné, se portant sur les femmes, les fleurs, les bibelots, le vin même, sur n'importe quoi enfin, tout être qui n'est pas par un cotê un peu déraisonnable, tout être bourgeoisement équilibré, n'aura jamais, jamais, jamais, de talent en littérature. Forte pensée inédite." (*)

Quanto literatura eu não sei, mas extrapolo e digo que esses seres não têm talento é para a vida.

Na folha seguinte o cara do livro expõe sua sinceridade. E olha que de concreta sua cabeça não tem nada... Nem engenheiro ele é!

"Tudo que posso dizer é que absolutamente não gosto de Guernica, que no entanto ajudei a pendurar. Tudo ali me desagrada, tanto a execução grandiloquente da obra como a politização da pintura a qualquer preço. (...) Com muito gosto (...) fariamos explodir Guernica, mas estamos bem velhos para colocar bombas."

Sabia que não era só eu... Sabia que eu tinha bom gosto... Só não posso ainda ser sincero... mas depois que ficar famoso... ninguém me segura!

(*) Tradução literal, segundo a tradutora do livro:
"Todo ser que não tem em si um fundo de amor apaixonado, sobre as mulheres, as flores, os bibelôs, o vinho mesmo, sobre qualquer coisa enfim, todo ser que não tem um lado ligeiramente insensato, todo ser burguesamente equilibrado, jamais, jamais, jamais terá talento em literatura. Forte, pensamento inédito."

Sexta-feira, Março 30, 2007

É... É isso sim...

A madrugada pariava suave e amena. Ainda eram 14:00 horas da manhã no verão carioca e os termômetros descalibrados indicavam módicos 43 graus centígrados.

Não queria acordar, mas o teto ainda girava sobre a minha cabeca sem me deixar prolongar o sono necessário. Girava, latejava e doía. O suor cheirava a álcool e escorria pelas minhas costas. Talvez tenha sido o produto utilizado na limpeza do quarto... É... É isso sim... Mas o que eu sei é que meu organismo necessitava de algum isotônico glicóico. O melhor local para encontrar a água de côco era na geladeira (gatorade nem pensar).

Nunca tinha notado como o corredor que vai em éle até a sala era tão estreito. É... É isso sim... A parede insistia em me tocar diversas vezes ao longo do percurso... O "aprazível" sabor de guarda chuva marcava meu paladar. (Quem foi mesmo que já provou um guarda chuva?). Mas tinha a bendita água de côco pra me salvar...

A geladeira estava lá. Tranquila. Fiel. Monolítica. Branquinha, com seu zumbido baixo... Me segurei na porta... E fui puxando levemente, com prazer... Escutei o barulho das borrachas se descolando da parede. Olhei seu interior, gelado... Nunca tive tanta vontade de ser uma garrafa d'água...

Logo vi: lá estava a garrafa de água de côco pra salvar meu dia... É... É isso sim... vazia...

Olhei novamente o resto do espaço gelado. Minha vista estava focada em busca de uma coca-cola ou em um mamão papaya, bem docinho... Sem querer senti meu braco empurrando a porta. É... É isso sim...

Lutei contra esse ato irracional e tornei a abrí-la. Olhei. Fechei. Repeti, incrédulo. Abri, olhei, fechei. Num último sinal de desespero (a natureza é sábia... tenta proteger a vida humana a qualquer custo... É... É isso sim...) eu abrí novamente a porta hermética: Entre os enormes hiatos eu conseguia distinguir claramente um ovo podre com a casca rachada, três laranjas que se assemelhavam a uvas passas e 4 latas de cerveja, estupidamente geladas. É... É isso sim...

Bar...

"Tem gente que veio pra vida pra ver, e tem gente que veio pra viver."
"As pessoas só conseguem conquistar aquilo que elas querem de verdade."
"Quem não sabe o que procura, encontra o que não quer, ou deixa passar o que quer."
"O robô falou: Eu posso viver pra sempre. Basta não me mexer pra não desgastar minhas peças."

Isso tudo no segundo chopp... vou parar de beber....

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Terça-feira, Março 27, 2007

Alguém pode me explicar?

Não entendi muito bem a piada não. Se alguém conseguir, favor publicar um comentário.

Domingo, Março 25, 2007

Aha, uhu, o Sassá também é gente!

Ao portal da igreja a cerimonialista resmungava: "Com essas músicas exóticas vai ser difícil diferenciar as entradas".

As músicas às quais ela se referia eu jamais conseguiria chamar de exóticas. Extremo bom gosto, fugindo do lugar comum. Apenas isso. As pessoas estão realmente condicionadas a rejeitar mudanças, mesmo quando positivas... Cerimônia curta. O padre, ecumênico, deixou todos a vontade para "dar uma energia positiva ao casal". A noiva, tensa e feliz, tentava entender o que estava acontecendo.

Ao chegar na festa, tamanho ideal, o noivo tentou fazer bonito. Falou com microfone, porém sem deixar transparecer seu status: Homem engenheiro fala "pra mim fazer"... A noiva deu o troco, descontraída, apagando a tensão do altar.

Mais tarde o noivo iria aparecer mais transparente, ou talvez, mais amarelado, em tom de âmbar do úisque. O buquê, sinceramente, não vi sendo jogado. O que eu pude ver foi um transfigurado personagem aos brados da rima perfeita no grito de guerra: "Aha, uhu, o Sassá também é gente." Campanha para casar um dos quatro restantes.

A música virou aquele "déjà-vu" que só é bom quando se está feliz. Estava bom. Paralamas, RPM reconhecido nos primeiros riffs, Lobão, Blitz. Não tive como não comentar com a loirinha bonita sobre o show da Plebe Rude no Ballroom... Aliás meu "casaco" ficou com um perfume acigarrado após uma utilização mais nobre que apenas a irracionalidade de me fazer suar como um porco indo pro abate (imitações culturais nunca são inteligentes)... Quando tocou Legião, vi um amigo destravando-se. Torci muito para que fosse consistente, mas logo em seguida vi que ele se dobrava a olhares de reprovação... Mas a vida é assim... Cada um sabe como guiar a sua da forma que melhor lhe parece em cada instante...

Algumas ausências esperadas foram profundamente criticadas nos bastidores. Uma conversa negativa e comparativa eu deixei sem eco. Saí andando e peguei mais uma dose. Não tinha nada a ver. Mas com tudo isso concluí que são todos parte de uma grande família. A gente vê, briga, fala mal, sabe os defeitos, mas não vive sem ela... E ai de quem vier falar mal... E ficamos sinceramente felizes ao revê-la, mesmo que seja só para o natal...

Sei que estava "felizão". Talvez tenha sido pelo meu amigo. Talvez tenha sido por reapertar laços. Mas na verdade acho mesmo que foi apenas o efeito do tabaco cubano misturado com o malte escocês...

Sábado, Março 24, 2007

Ranking

Os shows que eu mais curti:

Roger Waters em 2002
Jorge Benjor em ipanema (todas as vezes...)
Alceu Valença no Morro da Urca (2007)
Engenheiros do Havaí no Esquenta Verão em João Pessoa 1989
Roger Waters em 2007
Cidade Negra no Circo Voador itinerante em Cabo Frio 1995
Iron Maiden no Rock´n´Rio III (mesmo sem ter ido)
Eric Clapton na Apoteose.
New Order em 2006
Biquine Cavadão no Rock´n´Rio III
RPM no Canecão em 2003
Plebe Rude no Ball Room
Tereza Cristina no Circo 2007
Cheiro de Amor no camarote do Guarafolia

O Roger Waters é incomparável. Não precisa gostar de Pink Floyd. O Show é um espetáculo audiovisual completo. Imersão mesmo. Cinema, musica, luz, espetáculo. Imperdível. Vale cada centavo. Quando estiver mais inspirado descrevo a experiência de hoje.

Mas a espontaneidade do artista brasileiro também é igualmente incomparável. Não da pra medir essas coisas. Nem quem que se querer medir.

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Fome zero

Sabe... tem pessoas que reclamam de barriga cheia... Que não sabem valorizar o que tem em mãos... e ainda fazem cara feia...

"Cara feia pra mim é fome!"

E olha que "comida (não) é pasto, bebida (não) é água. Você tem fome de que?"

Domingo, Março 18, 2007

Íris Alice. Íris.

"Não fique buscando o pote de ouro no final do arco-íris..."
"Como assim? Não estou..."
"Tem certeza? Hoje, qualquer coisa que dê errado, ou que não vá bem, você atribui a esse objetivo penoso que você mesma se propôs Alice. Você deve se propor e encarar desafios, até porque você é capaz. Tenho convicção disso Alice. Mas não paralise todo o resto."
"..."
"Um dia quando você chegar lá vai ter que procurar um novo arco-íris Alice, porque o pote não estará mais nesse... Já me falaram que isso aconteceu. E olha que aconteceu mais de uma vez pra mesma pessoa... Na última nem decepção ocorreu... apenas o vazio Alice... E quanto mais forte for a busca pelo pote, mais difícil será encontrar novos arco-íris com cores suficientes."

Os diálogos nem sempre são assimilados tão facilmente assim... As vezes, se fala coisas importantes que não são ouvidas...


"íris s. f. s. m.

do Lat. iris - Gr. íris

s. f., Anat., -- membrana ocular colorida, situada no interior do globo ocular;
s. m., -- conjunto de faixas coloridas que envolvem as imagens dadas pelos sistemas ou pelas lentes com incorrecções;
Ópt., -- diafragma regulável que controla a quantidade de luz que entra num instrumento óptico;
s. f., Bot., -- genero de plantas que serve de tipo às iridáceas; lírio;
Zool., -- borboleta diurna;
s. m., Meteor., -- arco colorido formado pela decomposição da luz solar e também denominado arco-íris;
Geol., -- tipo de quartzo irisado. Pedra rara."


Quarta-feira, Março 14, 2007

Engenharia, Havaí e João Pessoa

É uma banda que não é muito popular mas que talvez me agrade bastante pelas lembranças do show de 89 em João pessoa. Essa foi uma das primeiras músicas que eu aprendi na viola. Pena que de lá pra cá não melhorei muito no manejo do instrumento.

"Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão, crimes sem castigo, aperto de mãos.
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero eu não espero que você minta,
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo

(...)

Um dia desses, num desses encontros casuais,
Talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação.
Um dia desses num desses encontros casuais,
Talvez eu diga, minha amiga,
pra ser sincero... prazer em vê-la.
Até mais...

(...)
"

Até parece...

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Terça-feira, Março 13, 2007

Má companhia

"Se você sente solidão quando a sós, está em má companhia."
Jean-Paul Sartre

"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia."
Nietzsche

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We've already danced tonight (Objeto)

"Bedroom Dancing
(
Day One)

Do you wanna go dancing,
We can have a good time.

I said 'what about tomorrow?',
She said 'what about tonight?
Trust me baby, it'll be alright'

This girl that I thought I knew so well
didn't know her until we hit the hotel.

I said 'what about before,
Before these nights?'
She said
'Ask me no questions and
I'll tell you no lies'

I said 'what about tomorrow?'
She said 'what about tonight?
trust me baby, it'll be alright'

And so we danced and danced and danced, all night.

12 o'clock the music stopped

She said 'thats it'
'We can't dance, without music'
I said 'we can dance tomorrow'
She said 'we've already danced tonight,
Trust me baby, you'll be alright'."

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Segunda-feira, Março 12, 2007

Instinto Animal (ao pé da letra?)

"De repente, algo aconteceu comigo,
enquanto eu tomava o meu copo amigo.
De repente, me senti deprimido,
e o estresse me atingiu, destemido.
Você sabe que me fez chorar,
E que fez a morte me povoar.

E disso tudo o que mais me toca,
É ver a outra visão sempre torta.
E disso tudo o que mais me assusta,
É aprisionar-me com a dúvida, astuta.
É esse sentimento amável que nós temos
É esse sentimento amável que nós ...
É esse sentimento amável e...
animal. Instinto animal.

Então agarre minhas mãos e venha comigo,
nós vamos mudar a realidade, eu consigo.
Então agarre minhas mãos e rezemos lá fora,
nossos medos não bastam para te levar embora.
Eles nunca mais me farão chorar, não!
Minhas mortes, coitados, não farão chegar!"

-------------------------------------------

"Animal Instinct
The Cranberries

Suddenly something has happened to me
As I was having my cup of tea
Suddenly I was feeling depressed
I was utterly and totally stressed
Do you know you made me cry
Do you know you made me die

And the thing that gets to me
Is you'll never really see
And the thing that freaks me out
Is I'll always be in doubt
It is a lovely thing that we have
It is a lovely thing that we
It is a lovely thing, the animal The animal instinct

So take my hands and come with me
We will change reality
So take take my hands and we will pray
They won't take you away
They will never make me cry, no
They will never make me die"

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Marion

" 'Quand j'étais chanteur' est un film français réalisé par Xavier Giannoli, sorti en salle le 13 septembre 2006. Ce film met en scène Gérard Depardieu, dans le rôle d'Alain Chanone chanteur de bal quinquagénaire à Clermont-Ferrand, et Cécile de France, dans celui d'une jeune mère célibataire d'un enfant de six ans, qui est agent immobilier.

Remarques:
. Alain Chanone a été inclus dans le casting, et interprète le rôle d'un chanteur concurrent.
. Le titre vient d'une chanson de Michel Delpech.
. Il était en compétition pour la Palme d'Or au festival de Cannes 2006.
. Le film a été nommé 7 fois aux Césars 2007, et a été récompensé pour le meilleur son."

Super sensível e muito bem rodado apesar de grande pate ser ambientada em interiores, o que me incomoda em cinema. Justamente uma das grandes diferenças entre cinema e teatro é a possibilidade de se viajar com as externas bem fotografadas. Mas a Cécile de France compensou isso... Como costumo dizer, o charme é a forma mais marcante de beleza... Nem sabia que ela havia feito Albergue espanhol... Virei fã.

Filme que me tocou muito. Vi no avião, voltando de uma viagem longa, mudanças. Estava, pra variar, sugestionável. Talvez seja uma comédia romântica que não é bobinha. Ou talvez seja?... Talvez tenha alguns clichês, mas desconstrua outros. Sei que gostei muito.

Fiquei interessado em ver outro do Gérard Depardieu (o cara é "bão" mesmo) que eu vi no site: Je préfère qu'on reste amis...

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κατα e παλλειγ

"São mecanismos de cerco que utilizam um braço para lançar um projétil a uma grande distância. Podem ser classificadas de acordo com o conceito físico usado para guardar e liberar a energia requerida para arremessar. O nome é derivado do grego κατα (contra) e παλλειγ (lançar). Eram usualmente utilizadas para derrubar as muralhas das fortificações que se queriam penetrar."

O maior risco é quando, talvez por inabilidade das tropas em usar o artefato, a energia não consegue mais ser guardada ou liberada, mas passa a ser direcionada a outros objetivos. Isso ocorre quando se percebe que os muros são impenetráveis e que nesses casos só o tempo e a natureza podem, em conjunto, tentar erodí-los.

Uma companhia barata (ou Queda de braço ou Esquece isso ou Acordo Selado)

Queda de Braço,
um simples amigo barato.
Apenas mais uma companhia,
assinando novos acordos selados.
(amigo de verdade tem que ser caro...)

Antigos jogos de resistência
numa busca honesta por acalanto,
inundando de novo raros ouvidos,
com o canto sofrido dos desenganos.

"Mais uma dose"?
Vida vai e vem?
"É claro que eu to afim",
déjà vu, quem não os têm?

Só que ando de saco cheio dos déjà vus!
Saco cheio de jogar com desprezo!
Saco cheio de armas cruéis,
e do peso das pedras no meu peito!

Vale a dúvida das certezas não proferidas apenas pelo do conforto de ter batalhas não travadas?


(Definitivamente não nasci para fazer rimas, principalmente cheirosinhas nesse estilo batatinha quando nasce esparrama pelo chão... Mas, como já disse, tô me achando muito influenciável... E o que importa é que as rimas estão representando bem uma conversa filosófica que tive com um grande amigo...)

Sábado, Março 10, 2007

Mesas

Chopps... Papo... Flamengo... Amigos...

No final, depois do ataque de chatice insegura, uma dança entre as mesas.

No chopp seguinte o amigo pergunta sobre memórias negadas. Ironia desapercebida... Tem coisas que não se esquece...

Não foi igual, mas vale. Encostar a cabeça vale. Manter um ritmo vale. Sempre vale.

Música rica e uníssona.

Baboseiras

Coletânea... Cada vez que eu ver uma frase maluca eu ponho aqui...

. A vida de solteiro é vazia. A de casado enche.
. O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos. O segundo melhor é agora.
. Eu bebo pra ficar ruim. Se fosse pra ficar bom, tomava remédio.
. Calça branca, mesmo pendurada no varal, é gostosa!
. Eu não bebo socialmente, eu vomito socialmente.
. If you find yourself in a hole, the first thing to do is stop diggin.
. A maioria das pessoas tem um preço, outras não valem nada.
. No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pau duro, mas eles não se lembrarão para que servem.
. "É melhor morrer de vodka do que de tédio" (Vladimir Maiakovski)

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